Zé Moleza | TCC, monografias e trabalhos feitos. Pesquise já!

Você está em Trabalhos Acadêmicos > Sociais Aplicadas > Serviço Social

Favoritos Seus trabalhos favoritos: 0


Publicidade

Trabalho em Destaque

Título: A Proteção Social

1 INTRODUÇÃO O nascedouro foi em 1883, na Alemanha com o Chanceler Bismarck. Foi um marco tanto da Seguridade Social como da Previdência Social (primeiro sistema escrito de previdência social – seguro social). A forma de contribuição ou custeio para…


Publicidade

A ASPAM e Sua Contribuição para o Serviço Social

Trabalho enviado por: Advaldo Lima

Data: 22/04/2003

A ASPAM E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O SERVIÇO SOCIAL


O Serviço Social do Pará teve como grande impulso a partir da criação do curso de Serviço Social. Houve a necessidade de uma capacitação dos profissionais. A assistente social Maria Eunice Garcia Reymão conheceu a contribuição de pesquisa na construção do conhecimento. Quando retornou a Belém, 1965, iniciou uma série de seminários para prática exposição das pesquisas no Curso de Serviço Social. A profª Eunice Reymão com a prática profissional do assistente social ajudou na fundação da ASPAM. A amplitude da associação para a Amazônia deve-se ao fato da participação no grupo de especialização de professores oriundos da Universidade do Maranhão, uma das Universidades do Amazonas e uma natural de Santarém, exercendo a cátedra na Universidade de São Paulo, cabendo-lhe a tarefa de ampliar a ASPAM com a criação de núcleos em seus Estados e Capitais. 

Maria Eunice Reymão:

Formou-se pela Escola Normal do Pará como a sociedade belenense planejava para moças. Após contrariar os pais ingressou na segunda turma de Serviço social e a sua contribuição foi vital para o crescimento do espaço profissional do assistente social. Em busca pelo conhecimento, ocupou vários cargos na UFPA, reitoria, sendo considerada coordenadora do programa de expansão. Preocupou-se em registrar esses momentos, documentando os fatos ocorridos e, possibilitando conhecer melhor a história da profissão. É destaque a sua autoria na proposta e fundação da Associação de Assistentes Sociais Pesquisadores na Amazônia – ASPAM.

Maria Ruth Garcia Reymão:

Assistente social, graduada na 1ª turma diplomada pela Escola de Serviço Social do Pará, em 1958. Sendo sua entrada no curso de Serviço Social haveria ocorrido, ao inscrever-se num curso de Auxiliares Sociais ministrado por dois assistentes sociais de São Paulo. Ingressando como funcionária do Serviço Social da Indústria SESI/PA, recém-criado em Belém para cuidar dos males sociais. Posteriormente deixa SESI e irá estruturar o Serviço Social na Petrobrás/RENOR, assumindo o cargo de Coordenadora dos Assistentes Sociais da Empresa na Região que congregava os Estados do Amazonas, Pará e Maranhão.

Podemos considerar Maria Ruth como uma das pioneiras de Serviço Social no Pará, conduzindo os assistentes sociais à organização das Associações da categoria sendo fundadora da Associação Profissional de Assistentes Sociais (APAS) e sócia desde sua fundação, assistente social-fundadora do Conselho Regional de Assistentes Sócias/CRAS 1ª Região e sócia desde sua fundação. Recebeu o título de pioneira na institucionalidade da Escola de Serviço Social do Pará e o pioneiro na abertura de espaço de estágio em Serviço Social pela ASPAM, em 1986.

 

A contribuição da ASPAM para o Serviço Social na Amazônia

Desde a criação da Escola de Serviço Social em 10 de abril de 1950, os profissionais muitas vezes por iniciativa própria buscavam cursos de capacitação profissional para atender as demandas oriundas das instituições. Muitos assistentes sociais faziam parte da Escola de Serviço Social e, outras instituições que ofereciam campo de trabalho, como: SESI, SESC, LBA, FBESP, COHAB, SUDAM, HOSPITAL BARROS BARRETO, FUNDAÇÃO PAPA JOÃO XXIII, dentre outros.

A transferência da Escola de Serviço Social do Instituto Ofir Loyola para a Universidade Federal do Pará, através da Lei nº 4.283, de 18 de novembro de 1963, a qual, somente veio a concretizar-se em 1964 e, com isto, ofereceu maior possibilidade de intercâmbio com outras entidades de Ensino Superior, propiciando a troca de informações e experiências profissionais. Preocupação somente dos assistentes sociais que buscavam a formação no curso, visto que, a sociedade paraense vivenciava o período da ditadura militar e os planos de desenvolvimentismo para a Amazônia engajaram os profissionais de Serviço Social na operacionalização desse projeto desenvolvimentista para a Região Amazônica.

As questões sociais passam a exigir um maior arcabouço de conhecimento do assistente social referente a áreas especializadas como moradia, saúde, educação para elaboração de planos de intervenção na realidade local.

A contribuição científica para o Serviço Social

Dentro da ASPAM, seus associados participavam de comissões de trabalho, como a Comissão de Perfil Profissional. O Serviço Social teve através da associação uma produção de conhecimento riquíssimo para dar suporte necessário do trabalho dos profissionais, propiciando-lhes pesquisar e registrar os dados de nossa história.

A pesquisa passou a ser instrumento cotidiano do assistente social, bem como os temas pesquisados foram amplamente divulgados pelas publicações da revista da ASPAM.

 

O CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA (UNAMA)

As décadas de 70 e 80 constituem um marco importante para a criação do curso de Serviço Social no CESEP (Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará) e posteriormente a sua implantação na Universidade da Amazônia, pois nas referidas décadas, as condições sócio, política e econômicas, deixaram evidente a necessidade de se refletir soluções para aumentar as perspectivas de um curso com uma melhor formação profissional, consistência e qualidade. 

Contexto histórico em que surge o curso de Serviço Social no CESEP

Na década de 70 a conjuntura existente, favorecia e estimulava a iniciativa privada na área de educação, principalmente, em se tratando das universidades. A partir de um decreto lei, onde se garantia um mínimo de capital privado nos orçamento das universidades, surge o incentivo a privatização do ensino superior na década de 70, o que levou o governo a intervir cada vez menos nos financiamentos do ensino superior. Em 1974, neste contexto, dá-se a criação do Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará (CESEP). É através da política de privatização que em 1984 será implantada no CESEP o curso de Serviço Social.

Devido aos marcantes acontecimentos na década de 70 na região amazônica, como os grandes projetos siderometalúrgicos e a exploração do minério, será evidente a formação de pequenos núcleos industriais. Essa exploração mineral atraiu um deslocamento populacional para a região em desenvolvimento, provocando uma migração e a formação de centros urbanos sem qualquer infra-estrutura para abrigar a grande população, essa migração concentrou-se em algumas regiões, gerando maior crescimento a algumas cidades (Marabá, Altamira e Itaituba).

Em 1970 e 1980 a economia brasileira sofreu um crescimento e se destacou dentro do círculo das grandes economias, por outro lado, houve por parte da população, problemas como desemprego, baixos salários e o crescimento da pobreza e da violência. Esse quadro, de crescente pobreza, que o Estado irá ser cobrado e terá que ampliar os programas sociais para amenizar os problemas de uma grande parcela da população.

O processo de implantação do curso de Serviço Social no CESEP

Na cidade de Belém, na década de 80, foi implantado o curso de Serviço Social no CESEP, tendo como destaque o projeto de formação profissional e priorizando os fundamentos do processo formativo, com uma teoria social crítica dando ênfase ao perfil do assistente social para competência técnico-política e intervenção capaz de solucionar a problemática social. A frente da criação do curso de Serviço Social no CESEP, esteve a Profª e assistente social Urana Harada Ono, sendo constatado a viabilidade do curso, pois até aquela ocasião, somente a UFPA ministrava o curso, apresentando significativa demanda, deixando claro que havia espaço para que outra instituição atuasse. Professores como: Urana Harada Ono, Mário Barbosa, Selma Leite, Eunice Reymão e Ruth Reymão, se empenharam para a implantação do curso, que teve início no ano de 1980, através de uma carta-consulta da Associação Paraense de Ensino e Cultura (ASPEC), e com a solicitação de 120 vagas. O Conselho Federal de Educação – CFE, no dia 12 de setembro de 1984, sob o parecer nº 620/84, autorizou o funcionamento do curso. Na ocasião, a instituição não se constituía em uma universidade e o Centro estava sob a responsabilidade da ASPEC, e a autorização para o funcionamento do curso foi publicada no Diário Oficial da União no dia 08 de novembro de 1984. Seção I.

No início ofertou-se 60 vagas anuais par ao curso de Serviço Social com duração de 4 anos. O primeiro vestibular realizou-se no período de 06 a 09 de janeiro de 1985, coincidindo com a criação do curso no CESEP (1985) a implantação do currículo mínimo a nível nacional o que contribuiu "para que o curso recém implantado refletisse a respeito da necessidade da formação profissional estar assumindo o compromisso de voltar-se para a transformação social, através da articulação e estreita relação entre o projeto educacional e o exercício profissional do Assistente Social, dando aos alunos do curso a base científica necessária à compreensão e explicação da realidade social e de sua construção".

A ASPEC esteve a frente do curso de Serviço Social até 08 de junho de 1988, data em que este passou para a União de Ensino Superior do Pará – UNESPA. Em 1993 a UNAMA, instituição particular mantida pela UNESPA passa a ser reconhecida pela portaria ministerial como a primeira universidade particular da região norte do Brasil. 

O curso de Serviço Social da UNAMA (Estrutura atual)

No presente momento o curso de Serviço Social (S.S.) oferta 100 vagas, tendo seu currículo pleno um período de 05 anos, com uma carga horária total de 3.276 h. Possui estágio supervisionado, com a intenção de que o aluno seja inserido na vivência prática da profissão. O curso na UNAMA, ainda dispõe de um laboratório para acompanhamento de alunos em estágio supervisionado, sendo que a linha de pesquisa, segundo o Profº Edval Bernadino, ainda é...

Para ver o trabalho na íntegra escolha uma das opções abaixo

Ou faça login



Crie seu cadastro




English Town