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Superdotados

Trabalho enviado por: Epaminondas Fernandes Nogueira Neto

Data: 11/07/2006

SUPERDOTADOS


Quando alguém ouve o termo "superdotado", a primeira imagem que vem à cabeça é a do gênio, que sabe tudo sobre todas as coisas, como Albert Einstein ou Leonardo da Vinci. Mas não é bem assim. Hoje, já é consenso que o superdotado não precisa ser bom em tudo. "Ele pode ter desenvolvimento abaixo da média em determinadas disciplinas ou não se sentir estimulado com o ensino convencional", afirma Marília Gonzaga, gerente do programa de apoio à aprendizagem de superdotados da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.

É justamente o fato de ter habilidades surpreendentes em áreas específicas, mas de não ser, necessariamente, brilhante em tudo, o que diferencia o superdotado do gênio. "O gênio muda a concepção do mundo de sua época, com propostas inusitadas, antecipatórias. Já o superdotado faz propostas criativas, reformula soluções. Por isso, todo gênio é superdotado, mas nem todo superdotado é gênio", define a professora de Educação da Uerj Marsyl Mettrau, presidente da Associação Brasileira para Superdotados (ABSD).

O que o Aurélio classifica como "indivíduo dotado de inteligência invulgar", a Ciência traduz como alguém que precisa de cuidados e estímulos para canalizar todo o potencial de suas habilidades de forma positiva. Por isso, os especialistas alertam para a importância de monitorar os superdotados. "Sem acompanhamento adequado, eles podem querer se igualar à média, atrofiando-se para ficar iguais aos outros. Podem se rebelar e usar seu potencial contra si mesmos ou até se voltar contra o próprio grupo social", explica a presidente da ABSD.

Segundo as diretrizes básicas para a ação do Centro Nacional de Educação Especial, são consideradas superdotadas e talentosas as que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:

- Capacidade intelectual;

- Aptidão acadêmica ou específica;

- Pensamento criador ou produtivo;

- Capacidade de liderança;

- Talento especial para artes visuais, artes dramáticas e música;

- Capacidade psicomotora.

Segundo Alencar (1986) estes aspectos podem ser assim compreendidos:

- Habilidade intelectual geral: inclui indivíduos que demonstram características tais como: curiosidade intelectual, poder excepcional de observação, habilidade de abstrair e desenvolver atitudes de questionamentos.

- Talento acadêmico: inclui aqueles que apresentam um desempenho excepcional na escola, que se saem muito bem em testes de conhecimento e que demonstram alta habilidade paras as tarefas acadêmicas.

- Habilidade de pensamento criativo: inclui alunos que apresentam idéias originais e divergentes, que demonstram uma habilidade para elaborar e desenvolver suas idéias originais e que são capazes de perceber de muitas formas diferentes um determinado tópico.

- Liderança: inclui os estudantes que emergem como os líderes sociais ou acadêmicos de um grupo, e que se destacam pelo uso.

- Talento acadêmico: inclui aqueles que apresentam um desempenho excepcional na escola, que se saem muito bem em testes de conhecimento e que demonstram alta habilidade paras as tarefas acadêmicas.

- Habilidade de pensamento criativo: inclui alunos que apresentam idéias originais e divergentes, que demonstram uma habilidade para elaborar e desenvolver suas idéias originais e que são capazes de perceber de muitas formas diferentes um determinado tópico.

- Liderança: inclui os estudantes que emergem como os líderes sociais ou acadêmicos de um grupo, e que se destacam pelo uso do poder, autocontrole e habilidade de desenvolver uma interação produtiva com os demais.

- Artes visuais e cênicas: engloba indivíduos que apresentam habilidades superiores para pintura, escultura, desenho, filmagem, dança, canto, teatro e para tocar instrumentos musicais.

- Habilidades psicomotoras: indivíduos que apresentam proezas atléticas, incluindo também o uso superior de habilidades motoras refinadas e habilidades mecânicas.

Nem todos os alunos com altas habilidades/superdotados ou talentosos apresentam as mesmas características e habilidades, nem todos têm o mesmo potencial, nem todos materializam plenamente seu potencial. Cada um tem um perfil próprio e uma trajetória singular de realização, mas todos necessitam de atendimento especial.

Definição de Gênio

Existe duas definições em disputa pelo termo:

  • quem obtêm um resultado excepcional (na faixa superior a 180 -190) num teste determinado de QI
  • quem consiga raciocínios e inferências tais que, somados a uma intuição também muito acima do normal, lhe permitam não somente imaginar como também formular e realizar uma obra fundamentalmente original e reconhecidamente de alto valor.

Os defensores da opção 1 acreditam ser possível medir objetivamente a genialidade enquanto os defensores da definição 2 preferem esperar por resultados práticos significativos.
A história nos mostra que muitos gênios viveram no anonimato e morreram na pobreza, talvez não tendo sido reconhecidos por estarem muito à frente do seu tempo.


VISÃO HISTÓRICA DA SUPERDOTAÇÃO

Dentre os inúmeros registros numa linha temporal e histórica, muitas são as evidências de que as pessoas proeminentes ou com habilidades cognitivas superiores eram reconhecidas e valorizadas, de acordo com o grupo e a cultura podiam ser segregados para receber um tratamento de excelência.
Neste contexto, a cultura Grega desponta como uma das que mais atenção deu à inteligência superior justificando assim, o enorme número de filósofos, matemáticos, astrônomos que deixaram várias contribuições desde há milhares de anos. Platão defendia a idéia de que tais pessoas deveriam ser identificadas na tenra infância e preparadas para serem líderes, num grupo ao qual chamou de: "Crianças de Ouro".

Os chineses, segundo Renzulli (1978), já no ano de 2200 aC, haviam elaborado um sistema de exames competitivos para selecionar crianças e jovens excepcionalmente mais capazes. Tais crianças eram enviadas à Corte para receberem tratamento especial. ( Alencar e Fleith - 2001)

No século XV e XVI as pessoas proeminentes eram interpretadas como bruxos, demônios e nocivas à sociedade.
Durante o Renascimento, todo tipo de desvio, tanto a insanidade como a genialidade, era considerada uma instabilidade ou doença mental.

Em 1869 Galton publicou, na Inglaterra, o Gênio Hereditário, no qual associa a inteligência aos sentidos e considera que o fenômeno da superdotação é transmitido através das gerações.
Em 1880, J.M. Cattell leva para os EUA as idéias de Galtos e utiliza testes psicométricos em doentes mentais.

Em 1905, na França, Alfred Binet e Theodore Simon utilizam os primeiros testes de inteligência com aplicação prática em crianças com dificuldade de aprendizagem - A Escala Binet de Inteligência.

O Termo QI surge em 1911, quando o alemão William Stern desenvolveu o Quociente Mental, equação resultante da Idade Mental dividida pela Idade Cronológica multiplicada por 100.

Levis Terman, em 1916, propõe a revisão da escala Standford-Binet. No ano de 1921 Terman deu início a mais longa pesquisa longitudinal de que se tem notícia nesta área, se estendendo até os dias de hoje. Investigou crianças com QI acima de 140 tendo concluído que o QI continuava a aumentar ao longo da vida.

Os estudos de Terman contribuíram, também, para desmistificar as idéias equivocadas sobre o desenvolvimento sócio-afetivo dos superdotados. Seu estudo longitudinal feito num grupo de 1528 crianças de aproximadamente 12 anos, sendo metade do sexo masculino e metade do feminino. No decorrer de seis décadas de pesquisa, revelou que a incidência de mortalidade, enfermidade, delinqüência, insanidade e alcoolismo eram inferiores às registradas no grupo da população em geral.

Em 1936 Piaget se propõe a explicar que as origens do funcionamento mental dependem não somente da contribuição genética, mas também do ambiente. Piaget privilegia o processo e não o produto.

Neste mesmo ano Thurstone apresenta à comunidade científica sua teoria das habilidades mentais primárias, considerando sete tipos de inteligência.

As escalas Wescheler - WISC - são introduzidas no Brasil em 1939.
Helena Antipoff, entre 1930 a 1940 chama a atenção para a importância de desenvolver estratégias para atender os superdotados.

Leta Hollingworth, na década de 40 sublinha a necessidade da escola de educar e treinar crianças com potencial superior com ênfase no seu desenvolvimento afetivo e sócio - emocional.

Em 1962 na Fazenda Rosário (MG) sobre a direção de Helena Antipoff foi criado um Programa de Atendimento ao aluno superdotado no meio rural e da periferia urbana.

Em 1975 foi realizada em lsrael a primeira Conferência Mundial sobre Superdotação.

Em 1976 a Fundação Educacional do DF implantou o Programa para Atendimento ao Superdotado.

Em 1978 foi criada a Associação Brasileira para Superdotados.

Em 1983 Gardner revoluciona o meio científico com seu novo conceito de inteligência com seu livro - "A teoria das inteligências múltiplas". A visão multidimensional da inteligência, segundo o estudioso, coloca os testes psicométricos numa posição coadjuvante no processo de identificação dos indivíduos superdotados. Ele ampliou a noção do spectrum de talentos, considerando que o tempo para classificar e rotular indivíduos deveria ser menor do que o destinado a ajudar e estimular suas competências e habilidades naturais.


CARACTERÍSTICAS DOS SUPERDOTADOS E TALENTOSOS

Características freqüentemente encontradas nos superdotados e talentosos, citadas por Renzulli et al. (1976) são:

-Vocabulário avançado e incomum para a idade ou nível escolar, possui riqueza de expressão, elaboração e fluência verbal.

- Grande depósito de informações sobre variados tópicos.

- Rápido domínio e recordação de informações factuais.

- Raciocínio rápido sobre causa e efeitos, tenta descobrir o como e o porque das coisas, faz perguntas provocativas, "sugam" as pessoas.

- É um observador entusiasmado e alerta, geralmente vê demais e quer demais dos outros.

- Pronto entendimento de princípios implícitos, gerando rapidamente generalizações sobre eventos, pessoas e coisas.

- Tem paixão por leitura, preferindo, geralmente, livros de nível adulto, biografias, autobiografias, enciclopédias e Atlas.

- Tentam entender materiais complicados, separando-os em suas respectivas partes.

- Gosta de resolver as coisas por si mesmo e vê lógica e senso comum nas respostas.

Torrance (Glowan & Torrance, 1971), propôs esta outra lista de características:

- Reagem positivamente a elementos novos, estranhos e misteriosos de seu ambiente.

- Persistem em examinar e explorar estímulos com o objetivo de conhecer melhor a respeito deles.

- São curiosos; gostam de investigar, fazem muitas perguntas.

- Apresentam uma forma original de resolver problemas, propondo muitas vezes soluções inusitadas.

- São independentes, individualistas e auto-suficientes.

- Tem grande imaginação e fantasia.

- Vêem relações entre objetos.

- Tem sempre muitas idéias.

- Preferem idéias complexas; irritam-se com a rotina.

- Podem ocupar seu tempo de forma produtiva, sem ser necessária uma estimulação constante do professor.

- Reagem positivamente a elementos novos, estranhos e misteriosos de seu ambiente.

- Persistem em examinar e explorar estímulos com o objetivo de conhecer melhor a respeito deles.

- São curiosos; gostam de investigar, fazem muitas perguntas.

- Apresentam uma forma original de resolver problemas, propondo muitas vezes soluções inusitadas.

- São independentes, individualistas e auto-suficientes.

- Tem grande imaginação e fantasia.

- Vêem relações entre objetos.

- Tem sempre muitas idéias.

- Preferem idéias complexas; irritam-se com a rotina.

- Podem ocupar seu tempo de forma produtiva, sem ser necessária uma estimulação constante do professor.

Muitos superdotados podem não apresentar nenhuma dessas características em função do ambiente em que vivem que pode ser pouco desafiador e pouco estimulador. O acesso limitado a experiências educacionais significativas, também pode mascarar as potencialidades do aluno superdotado.


COMO IDENTIFICAR?

Brumbaugh (1977), citado em Novaes (1979), pesquisando na Hunter College Elementary School, também assinalou diversas características que, segundo ele, são comuns às crianças superdotadas e podem contribuir para a sua identificação.

Traços Típicos de uma Criança Superdotada, segundo Brumbaugh (1977).

  • Anda e fala mais cedo do que a maioria das crianças da sua idade e sexo.
  • Tem interesse comparativamente mais precoce pelas palavras e pela leitura.
  • Tem um vocabulário excepcionalmente extenso para sua idade.
  • Tem interesse precoce por números.
  • Expressa curiosidade a respeito de muitas coisas.
  • Tem mais energia e vigor do que as outras crianças de sua idade e sexo.
  • Tende a associar-se a crianças mais velhas do que ela.
  • Age como líder entre crianças de sua própria idade.
  • Tem boa memória.
  • Tem capacidade incomum de raciocínio.
  • Tem capacidade incomum de planejar e organizar.
  • Relaciona informações adquiridas no passado com os novos conhecimentos.
  • Demonstra preferência por esforços criadores e pelas atividades inovadoras.
  • Concentra-se em uma única atividade durante um período prolongado sem se aborrecer.
  • Tem numerosos interesses que a mantêm ocupada.
  • Persiste em seus esforços em face das dificuldades inesperadas.
  • Cria suas próprias soluções para os problemas e exibe um "senso comum" pouco usual.
  • Tem senso de humor avançado para a sua idade.
  • Exibe sensibilidade em relação aos sentimentos dos outros.
  • Interesse por atividades variadas (desenhar, cantar, dançar, escrever, tocar instrumento).
  • Constrói estórias bastante vívidas e dramáticas, ou então relatos com muitos detalhes.

Tutle e Becker (1983) deram a sua contribuição ao estudo dos superdotados também listando uma sugestiva série de características típicas que podem ser observadas para fins de identificação.

Traços Típicos do Indivíduo Superdotado Segundo Tutle e Becker (1983)

  • É curioso.
  • É persistente no empenho de satisfazer os seus interesses e questões.
  • É crítico de si mesmo e dos outros.
  • Tem um senso de humor altamente desenvolvido.
  • Não é propenso a aceitar afirmações, respostas ou avaliações superficiais.
  • Entende com facilidade princípios gerais.
  • Tem facilidade em propor muitas idéias para um estímulo específico.
  • É sensível a injustiças tanto a nível pessoal quanto social.
  • É um líder em várias áreas.
  • Vê relações entre idéias aparentemente diversas.

Indivíduos Criativos

Torrance (1976), citado em Novaes (1979), observando sujeitos altamente criativos, observou uma série de traços característicos do seu comportamento que podem ser utilizados como auxílio na identificação do talento criativo.

Traços Comportamentais de Indivíduos Criativos Segundo Torrance (1976)

  • Intensa absorção em suas atividades de interesse, seja leitura, observação ou fazer.
  • Intensa animação e motivação.
  • Uso de analogias ao falar e escrever.
  • Envolvimento corporal ao escrever, ler e desenhar.
  • Tendência a desafiar idéias de autoridades.
  • Hábito de testar em muitas fontes.
  • Impaciência para relatar descobertas.
  • Tendência para olhar as coisas mais de perto.
  • Continuidade no trabalho criador depois de ter acabado o tempo.
  • Tendência para mostrar relações entre idéias aparentemente não relacionadas.
  • Manifestação de curiosidade.
  • Jogo imaginativo.
  • Honestidade e intensidade ao buscar a verdade.
  • Manipulação de objetos e idéias para obter novas combinações.
  • Tendência a procurar alternativas e explorar possibilidades.
  • Disponibilidade para considerar novas idéias e brincar com elas.

Usando os Indícios Comportamentais

Os vários indícios comportamentais apresentados pelos diversos autores representam uma compilação dos traços que emergem com maior freqüência dentro de grupos de superdotados. Dessa forma, as listas acima não representam fatores presentes em absolutamente todos os indivíduos excepcionalmente bem-dotados, mas sim na maioria. Assim, uma boa forma de usá-las seria considerar como possíveis superdotados aqueles que apresentem 50-75% ou mais dos atributos considerados.


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