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relação professor aluno:uma discussaõ necessária

Trabalho enviado por: marluce alves

Data: 08/01/2009

Relação professor aluno: uma discussaõ necessária

FIP
2008

 

 

 

Resumo

Analisa-se neste trabalho, o relacionamento professor-aluno na sala de aula, tentando, assim, ressaltar a importância dessa relação, tanto no fato de proporcionar um ambiente mais sadio e adequado, como influir e melhorar ou não à aprendizagem escolar dos alunos. Para tanto, foi realizado um estudo de ordem teórica recorrendo-se a grandes e reconhecidos pensadores e estudiosos da educação, como também de ordem prática buscando na própria realidade da escola e de professores e alunos os elementos que corroboram a importância do aspecto educacional pesquisado: a relação professor-aluno. O principal intento é esclarecer que não se pode reduzir o ato de ensinar do professor somente aos aspectos observáveis na sala de aula. A par dessas atividades, existem outras que têm lugar também importante no processo ensino-aprendizagem como: conversas com os alunos fora da sala de aula, preparo cuidadoso das aulas, boa convivência tanto entre os próprios alunos, como entre os alunos e professores. Ou seja, o clima favorável no ambiente escolar da sala de aula e a participação direta dos alunos frente ao conhecimento apresentado é o caminho mais viável para a potencialização do processo ensino-aprendizagem.

Palavras-Chave: relação professor-aluno, ensino, aprendizagem.

 

1 Introdução

 

1.1 Considerações preliminares

A análise a seguir constitui um preferencial de qualidade, através da qual se refletirá sobre o relacionamento professor/aluno como sendo um ato positivo para a aprendizagem escolar dos educandos. Trata-se assim, de rever e garantir a coerência dessa relação na sala de aula, socializando reflexões, pesquisas e recomendações. Este será subsidiado pelos estudos de pensadores e estudiosos no assunto. Participarão desta pesquisa alunos de ensino fundamental de 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries.

A realidade mostra que muitos professores não estão levando em conta a relação com os alunos. São situações às quais, não dedica suficiente reflexão. Nesta atitude pode estar presente a crença implícita de que o professor se arrisca mais quando falar do seu interior educacional.

A verdade é que o professor se arrisca muito na relação com os alunos, que desta depende muito seu aprendizado. No entanto, existem modos eficazes de relacionamento, com efeitos positivos na sala de aula que pode ser buscado para modificar e melhorar a prática pedagógica.

Uma das maneiras de visualizar a importância da relação com os alunos é pensar nos resultados intencionais ou não-intencionais que se tem. Pretende-se que alunos aprendam algumas coisas, mas não se pode impedir que, além disso, estejam aprendendo outras, embora não se der conta disso.

É sempre lembrar que os alunos são diferentes, que a situação é especial, que as circunstâncias não são as mesmas, que o bom professor é outra coisa. E, embora se pense que os alunos sejam mais ou menos como os outros, ninguém impede que se faça esta pesquisa para averiguar “como está o relacionamento professor/aluno na sala de aula? de que forma este está contribuindo para uma boa aprendizagem”?

Este trabalho discute a necessidade de se rever, repensar e refletir sobre a ação prática na escola, na sala de aula, com os alunos. Como se dar o relacionamento professor/alunos, como o professor motiva e influencia o aluno em seu desempenho em estudar, em adquirir novos e diversificados conhecimentos.

A pretensão deste é refletir sobre as atitudes dos professores, construtores. Como estão se desenvolvendo dentro de expectativas e objetivos para uma boa educação escolar, voltada para os fundamentos pedagógicos. Ou seja, se há uma boa comunicação na sala de aula que envolva os alunos de maneira que estes se empenhem mais em seu aprendizado, em fim, reavaliar a quanta caminha o exercício da docência.

 

1.2 O universo e os sujeitos da pesquisa

A escola é uma instituição contextualizada, isto é, sua realidade, seus valores, sua configuração variam segundo as condições histórico-sociais que a envolvem. Há toda uma confluência de fatores que determinam seu perfil e suas manifestações. Nesse contexto, pode-se afirmar que professores e alunos são, ao mesmo tempo, determinantes e determinados. Como seus modos de agir e de ser, recebem influências do ambiente escolar, mas também influenciam este mesmo ambiente.

Analisada em diferentes momentos históricos, a escola, certamente mostrará realidades também diferenciadas. Se o professor refletir sobre si mesmo, sua trajetória profissional, seus valores e crenças, suas práticas pedagógicas, suas relação com seus alunos, encontrará manifestações não-semelhantes, ao longo do tempo. Esse jogo de relações entre a escola e a sociedade precisa ser desvendado e conhecido para que se possa compreender e interferir melhor na prática pedagógica.

A pesquisa em pauta ocorreu numa escola pública municipal de ensino infantil e fundamental, situada na periferia da cidade de Brejo do Cruz/PB e focou prioritariamente os alunos, por serem estes os mais diretamente atingidos, seja de forma positiva ou negativa, dependendo de como a relação professor/aluno ocorre na escola, e mais precisamente, em sala de aula.

Além do trabalho de observação, foi aplicado um questionário a sessenta (60) alunos, permitindo traçar o perfil do professor e a importância da relação professor-aluno, o relacionamento na sala de aula, os métodos de ensino utilizados, a importância ou não dos professores para uma melhor e mais interessante aprendizado, e se o relacionamento entre professor/alunos influencia no gosto pelas aulas.

Diante da dimensão que este tema abarcar, optou-se por dividir esta pesquisa em quatro capítulos a contar desta pequena introdução que tem como objetivo possibilitar ao leitor uma síntese do que será discutido ao longo deste trabalho.

O segundo capítulo, como o próprio título sugere tem por objetivo discutir a relevância da reflexão na prática educativa dos educadores.

No terceiro capítulo, identifica os pontos relevantes da relação o professor/aluno que possa estimulá-lo a uma convivência de afetividade na ação educativa.

O quarto capítulo aborda a necessidade de se construir uma relação afetiva entre professor/aluno a fim de contribuir para o processo ensino-aprendizagem.

Por fim, têm-se as considerações finais onde se faz uma retomada do que foi discutido ao longo do trabalho, em seguida apresenta-se toda a bibliografia que embasou a pesquisa.

 

2 Profissão Professor: Uma prática reflexiva

Reconhecer o professor como profissional reflexivo e ativo em sua ação, requer que este reúna as competências de alguém que elabora conceitos, reflete e executa, ou seja, alguém que identifica o problema, apresenta, aplica uma solução e, por fim, garante seu acompanhamento.

E, mesmo não conhecendo de antemão a solução dos problemas que surgirão em sua sala de aula, no decorrer de sua prática pedagógica, este deve construí-la constantemente mediante incessante reflexão.

Evidentemente, isso não pode acontecer sem que o professor tenha adquirido os saberes: acadêmicos, especializados e os oriundos da experiência. Hoje é cada vez mais necessário se ter claro que um profissional, nunca parte do nada, tenta não reinventar a roda, considerando as teorias, os métodos já testados e a experiência. Jobert (1999) esclarece que, “[...] competência profissional pode ser concebida como a capacidade de gerenciar entre trabalho prescrito e o trabalho real”.

Esse desvio varia conforme os ofícios e, portanto, a formação consiste, por um lado na aprendizagem das regras e no cumprimento delas, e, por outro, na construção da autonomia experimentada dos profissionais.

Isso é um acontecimento considerável no ato da reflexão do profissional professor em seu campo de trabalho diário, diante de suas expectativas, de seus desafios, de seu desempenho pedagógico.

Nesse contexto, compreende-se que a formação, inicial e contínua, embora não seja o único vetor de uma profissionalização progressiva no ofício de professor, somando-se com a experiência e o ato prático efetivo reflexivo, continua sendo um dos propulsores que permitem elevar o nível de competência dos profissionais

Altet (1996) afirma que a profissionalização é constituída, assim, por um processo de racionalização dos conhecimentos postos em ação e por práticas eficazes em uma determinada situação.

Perrenoud (2002, p. 85), identifica duas vias possíveis de evolução do ofício de professor: de um lado, a proletarização e, de outro, a profissionalização:

Os professores vêem-se progressivamente despossuídos de seu ofício em proveito da noosfera de pessoas que concebem e realizam os programas, as condutas didáticas, os meios de ensinar e de avaliar, as tecnologias educativas e que pretendem oferecer aos professores modelos eficazes de ensino – é uma forma de proletarização. Os professores tornam-se verdadeiros profissionais, orientados para a resolução de problemas, autônomos na transposição didática e na escolha de estratégias, capazes de trabalhar em sinergia no âmbito de estabelecimentos e de equipes pedagógicas, organizados para gerir sua formação contínua – é a profissionalização.

Ainda citando Altet (1996, p. 25) este esclarece que:

O profissional sabe colocar as suas competências em ação em qualquer situação. É um profissional admirado por sua capacidade de adaptação, sua eficácia, sua experiência, sua capacidade de resposta e de ajuste a cada demanda, ao contexto ou a problemas complexos e variados, bem como por sua capacidade de relatar os seus conhecimentos.

Como se vê, o processo de profissionalização docente está articulado com o desempenho profissional dos professores, tornando as escolas como lugares de referências. No tocante a formação continuada, o desafio de aprender-ensinar e continuar aprendendo pode redefinir o professor como quem cuida da aprendizagem dos alunos incluindo-se aí a rota da construção da autonomia.

Considerar a escola como lócus de formação continuada passa a ser uma afirmação fundamental na busca de superar o modelo clássico da formação continuada e construir uma nova perspectiva na área de formação continuada de professores.

Nesta perspectiva, Nóvoa (1991, p. 30) afirma que:

A formação continuada deve estar articulada com o desempenho profissional dos professores, tornando as escolas como lugares de referência. Trata-se de um objetivo que só adquire credibilidade se os programas de formação se estruturar em torno de problemas e de projetos de ação e não em torno de conteúdos acadêmicos.

O autor coloca que trabalhar com o corpo docente de uma determinada instituição favorece processos coletivos de reflexão e intervenção na prática pedagógica concreta da escola.

A atuação do professor deve levar em conta os saberes sociais, culturais e de modo especial os da experiência, núcleo vital do saber docente, a partir do qual o professor dialoga com as disciplinas e os saberes curriculares, a fim de garantir condições de aprendizagem a todos os alunos por meio da intervenção pedagógica no âmbito das práticas de formação continuada.

É justamente esse nível de educação que está se buscando, que os alunos precisam, até mesmo para que possam ser estudantes mais incentivados, mais confiantes diante de escola, mais seguros daquilo que pretendem alcançar com seus conhecimentos adquiridos, firmes no futuro que os aguardam. Nóvoa (1991, p. 30) reforça que: “A formação continuada deve alicerça-se numa ‘reflexão na prática’ e ‘sobre a prática’, através de dinâmicas de investigação – ação e de investigação – formação, valorizando os saberes de que os professores são portadores”.

Portanto, a autonomia e a responsabilidade de um profissional dependem de uma grande capacidade de refletir sobre sua ação pedagógica. Essa capacidade está no âmago do desenvolvimento permanente de seu trabalho, em função da já citada experiência e dos saberes profissionais. Por isso, a figura do profissional reflexivo está no cerne do exercício da sua própria profissão, pelo menos quando a considerando-se sob o ângulo da especialização e da inteligência no trabalho.

 

2.1 O profissional reflexivo na educação

O profissional reflexivo é uma antiga figura que permeia a obra de grandes educadores como Freire, Vygotsky, entre tantos, outros. Cada um ao seu modo considera o professor/educador um inventor, um pesquisador, um improvisador, um aventureiro que percorre caminhos nunca antes trilhados e que pode se perder caso não aprenda rapidamente com a evidência.

Pode-se pressupor que antes de qualquer ação, qualquer título, o professor é, ou tenta ser, um verdadeiro profissional reflexivo, centrado numa visão moderna e eficiente de educação que age em sala de aula, com os alunos de forma que possam avançar no processo de ensino e aprendizagem.

Mas, é preciso ter claro que aqui não está se tratando da reflexão episódica, secundária, sem importância que muitos profissionais, dizem praticar sobre o que fazem, ou o que não fazem. Trata-se, isto sim, da postura reflexiva do profissional, que é o saber, o pensar com ação, que gera uma enorme diferença nos resultados educacionais seja no âmbito escolar, dentro da sala de aula, com os alunos ou na aprendizagem de um modo geral.

De certa forma, Schon (2000) revitaliza e conceitua mais explicitamente a figura do profissional reflexivo ao propor uma epistemologia da prática educacional, da reflexão e do conhecimento na ação pedagógica. Tal estudo crítico dos métodos empregados pelos profissionais na educação é algo necessário e benéfico para que o próprio professor possa assegurar-se de seus conceitos e ações metodológicos.

De acordo com Schon (2000), para se chegar a uma lógica de formação profissional, é preciso levar em conta a especificidade de cada profissão e perguntar-se como nela pode ser declinado o paradigma reflexivo. Descobre-se, então, que a referência ao profissional reflexivo pode parecer insólita quando se trata do ensino/aprendizagem escolar.

Isso não acontece apenas porque a profissionalização desse ofício está inacabada e chega a ser incerta, mas, porque sua relação com os saberes científicos como base da ação profissional é muito diferente daquilo que se observa em outras áreas profissionais. Segundo Schon (2000), esse pensamento gera vários questionamentos reflexivos como: a desvalorização no âmbito educacional; o não reconhecimento da importância do ensino; a inconsciência da prática profissional; entre outros.

A reflexão na ação é fundamental por parte do professor, porque proporciona a retomada de uma prática verdadeira e eficaz capaz de alcançar os objetivos propostos e o resgate de uma profissão que precisa voltar a ser reconhecida e vista pela sociedade como uma das mais importantes.

Diante da profissionalização do educador hoje exigida e da necessidade de qualificação técnica/teórica, verifica-se que é preciso romper com a divisão disciplinar estanque e com as formas individualistas e competitivas de conhecimento e de ensino. Este é sem dúvida, um elemento crucial na formação e qualificação do educador.

Claparède (1973) assim como outros pesquisadores da área da educação sonhava com uma pedagogia total ou essencialmente baseada em conhecimentos estabelecidos pela pesquisa, pela reflexão/ação. Porém, essa visão ficou confinada ao ambiente da pesquisa e, conforme, descreve Claparède (1973) não influenciou as imagens do professor em sua profissão, nem as formações que levam a ela, as quais continuam sendo prescritivas, práticas ou baseadas no bom senso, na razão e no domínio dos saberes a serem ensinados.

Vê-se que na educação, as bases científicas e técnicas da ação educativa raras vezes ocupam uma posição de destaque e que a descoberta da complexidade do ofício de professor está menos ligada à crítica à ilusão cientificista do que à descoberta dos limites do bom senso no que se refere a prescrições metodológicas, sobretudo, quando as condições e as ambições da prática se transformam.

Porém, para que essa prática reflexiva do professor possa acontecer, é necessário que o bom senso perdure e oriente a ação de refletir e agir do educador que está pretendendo rever e refazer seu exercício constante de transmitir ou orientar conhecimentos para seus educandos.

De acordo com Altet (1996), na educação, o principal desafio não é afirmar a parcela da competência situada para além dos conhecimentos científicos, pois, o desafio de uma ligação explícita e voluntarista ao paradigma é complexo, porque se trata, ao mesmo tempo:

- De ampliar as bases científicas da prática, onde elas existam, e lutar contra a ignorância ainda muito ampla das ciências humanas, da psicologia e, acima de tudo, das ciências sociais;
- De não mistificar e de desenvolver formações que articulem racionalidade científica, não como irmãs inimigas, mas como duas faces da mesma moeda.

Não se pode deixar de reconhecer que essa ignorância, presente no meio educacional é algo que provoca uma imensa coação para certos profissionais em sua atuação reflexiva, por estarem diante de fortes barreiras ainda existentes no meio educativo.

No entanto, faz-se necessário que o professor reflexivo não se abata diante de tal realidade, pois a seriedade com que deve encarar sua prática pedagógica precisa surpreender e superar tudo e todos que desacreditam e atrapalham um positivo desenvolvimento na escola, dentro da sala de aula, com os alunos, revendo e criando novas e interessantes estratégias pedagógicas por meio das quais o ensino e a aprendizagem sejam...

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