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A Arte de Amar

Trabalho enviado por: Sinval Alves da Silva Junior

Data: 02/07/2004

ARTE DE AMAR


Sobre o autor:

Publius Ovídio (43 a.C. – 18 d.C.) foi um dos poetas da época de ouro mais famosos, a par com outros grandes escritores latinos como Cícero, Virgílio e Catulo. Segundo a crítica, é um escritor fluente, superficial, espiritual e engenhoso, nítido no verso e na frase, além de ser um contador de histórias vívido e lúcido, com muito virtuosismo de imaginação e de descrições pitorescas.

Em sua produção literária encontra-se presente o seu famoso tratado de amor conhecido como Arte de Amar. Nesta obra Ovídio elabora uma estratégia de conquista amorosa e endereça os dois primeiros livros aos homens e o terceiro às mulheres.

Esta obra não foi, a princípio, bem recebida, pelo fato de refletir a realidade social contemporânea, que em nada correspondia ao ideal moral pretendido por Augusto. A interpretação das relações sexuais na obra existente; o convite e persuasão ao amor e a submissão do homem à amada, bem como os conselhos e as incitações feitas à mulher romana livre, foram os motivos que contribuíram para que a obra fosse proibida por Augusto e apontada como uma das causas do exílio do poeta. Mas, isso em nada prejudicou a popularidade do mesmo.

Como nos diz Antônio Feliciano de Castilho:

De todos os poetas, Ovídio foi quem desvendou os mais belos segredos da natureza. Ele ensinou aos homens soltar o suspiro adequado e às mulheres recebê-lo, aos homens, saber o momento propício aos amantes, e às mulheres, oferecê-lo. Como era um homem mundano que sabia amar o melhor e que amava a todos, ele humanizou tanto a virtude que o pudor se harmonizou com galanteria.


Sobre a obra:
Arte de Amar I

A Arte de Amar é um surpreendente título que seduz por sua simplicidade e inquieta por sua ingenuidade. Ovídio não ensina o sentimento, mas a habilidade; não o amor, mas a sedução.

No livro I de sua Arte de Amar, Ovídio ensina aos homens onde podem encontrar lindas mulheres e como lhes agradar. O poeta inicia a obra dirigindo-se aos homens romanos para que leiam o presente livro, com o intuito de lhes ensinar a arte de amar. Essa arte de amar é uma metáfora empregada pelo poeta, para ensinar aos homens o infalível jogo de sedução.

Se acaso existe alguém entre este povo

que da arte de amar nada conheça,

leia o presente livro – a ver se douto

fica nesta matéria que lhe interessa...

Em seguida, começa a tratar do assunto que se estende no percurso da obra, o jogo da sedução. Para Ovídio, o amor é apenas o delicioso jogo da sedução e esta obra não é mais do que um fantástico manual de como seduzir e conquistar a mulher desejada.

A princípio, diz o poeta, que o amor é uma arte que exige habilidade e algumas regras de sedução e por mais que o amor provoque sofrimento, ele terá que ceder, ou seja, é preciso que os homens saibam dominá-lo. Ninguém descobre essa arte, senão pela prática, senão pela experiência.

Essa arte descarta aos que temem os prazeres escondidos, pois os ornamentos que corroboram ao pudor, à distância devem ser mantidos. Com isso, Ovídio enfatiza a persuasão ao amor livre. A par dessas colocações surgem outros conselhos dirigidos aos homens. Estes ao procurarem o amor como quem vai pela primeira vez ao fogo das pelejas, devem primeiramente procurar a mulher a quem desejam, em seguida conquistar-lhe o coração e em último lugar prolongar o amor, o mais que puderem. Essa é a meta que deve ser atingida no decorrer do percurso.

Nessa nova arte, os homens devem primeiramente eleger a mulher que lhe agradar, mas, para isso, terão que procurá-la, pois compete ao homem descobrir o lugar onde encontrá-la. Para isso é preciso que saibam os locais freqüentados pelas mesmas.

Dado esse conselho, ensina aos romanos os lugares de passeio, os festins e banquetes (nestes dois últimos lugares o vinho sempre está presente e por isso, quando os corpos domina, o amor acende) que estes deverão freqüentar para encontrar belas mulheres. Roma é um lugar privilegiado, pois é repleta de lindas mulheres e dos mais variados tipos, onde podem exclamar: Aqui nós temos tudo que há no mundo!. Nos recantos de Roma os rapazes encontrarão o que procuram, seja uma jovem intacta ou uma mulher mais autêntica e madura. Para ser mais direto, diz que no circo e especialmente nos anfiteatros que a caça é abundante, um ambiente que possui desde a mulher promíscua à donzela ou à mulher madura, e que por ser farto dificulta inclusive a escolha. Para se referir aos tipos diferentes de mulheres, dirige-se aos homens através de metonímias.

Oferecem-te os teatros

Muito mais do que possas desejar.

Aí encontrarás

desde o divertimento inconseqüente

à mulher a quem amas realmente,

desde a amada que desejas conservar

àquela a quem apalpas fugazmente.

(...)

Muitas vezes ao vê-las (tantas são!)

a abundância retarda a nossa escolha.

Ao ensinar sobre o ambiente dos anfiteatros, alerta ainda, que neste lugar o mais casto pudor está sempre em perigo, pois os teatros são para as mulheres formosas, ninhos de ciladas perigosas. Isto porque as arquibancadas são estreitas, as quais possibilitam e facilitam ao homem tocar na mulher desejada, mesmo que à ela não agradar.

Além dos lugares ideais a serem freqüentados pelos homens, nessa busca à mulher desejada, os mesmos também deverão saber algumas técnicas de sedução. Ensina que para atrair a mulher desejada o homem deve ser atencioso com a eleita. Inicialmente deve aproximar-se daquela que lhe agrada, procurar um motivo para conversar, agradá-la com gestos simples e naturais, enfim, encontrar algum artifício que sirva de pretexto e assim revelar a sua cortesia para com a desejada. Levantar gentilmente o manto da mulher, que se arrasta pelo chão, é...

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