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A Ecologia Como Questão Social

Trabalho enviado por: Rafael Santana

Data: 22/04/2003

A ECOLOGIA COMO QUESTÃO SOCIAL


1.0 Introdução.

A degradação da natureza vem sendo acompanhada por toda população do planeta, principalmente nas últimas décadas. Porém, é de conhecimento universal que esta destruição promovida pelo homem já vem de longa data, tanto que ainda no século XIX pensadores como Engels demonstravam, em algumas de suas obras, um tom de preocupação com a questão ecológica.

Sem dúvida quem acompanha esta discussão faz uma pergunta: O que leva o homem a destruir sua própria fonte de sobrevivência? A priori, podemos pensar que as evidências nunca estiveram tão claras quanto em nossa contemporaniedade, mas, em contra partida, jamais estivemos tão longe de uma resposta única, clara, que contemple objetivamente este questionamento.

Diversas são as faces desta aniquilação do patrimônio universal, muitas delas relacionadas com os administradores do estado, que estimulados pela ótica capitalista optam por uma noção materialista de progresso. Mas o que seriam estes administradores? Iludidos ou beneficiários das malvadezas que impõem sobre o ecossistema. Não seria uma falácia afirmar que seriam uma mistura das duas situações, mas analisando sobre um pensamento mais "humano e fraterno" (o que queremos acreditar) e menos racional podemos pensar que são apenas iludidos, pois pensam que são beneficiários, mas esse bem só ocorre no presente, são iludidos pela fantasia capitalista com a idéia de beneficiários, mas sobre eles também cairão as maldições da terra, resultantes de "suas atitudes benéficas".

As formas desta depredação patrocinada pelo homem são diversas, mas algumas se destacam por prejudicarem todo ecossistema de uma única vez, como tem sido o caso dos "planejamentos urbanos" e a falta de apoio de governos e sociedades em relação aos produtos manufaturados e a pequena agricultura.

O planeta já começou a demostrar sua ira contra o homem, mas isso não é a toa, é apenas a reação da terra, clamando por socorro. Tempestades, furacões, terremotos, enchentes, secas, desgelo, efeito estufa e a doença da vaca louca, esta lista se citada por inteiro não teria um fim tão breve, precisaríamos de várias páginas para cita-las. O homem agiu irresponsavelmente, e deve frear sua ganância materialista, para que esta lista, além de parar, diminua, pois não adianta simplesmente reconhecer o erro, é necessário uma mudança radical de postura, para que diminuamos as conseqüências desta barbárie. Na luta do "homem contra o homem", será que a sociedade já parou para pensar quem sai perdendo?

Mas o socorro que o planeta está pedindo em forma de catástrofes naturais não é em vão. O crescimento dos movimentos ambientalistas é uma realidade clara disso. Parte da população mais esclarecida e menos fatalista já despertou para a calamidade que se põe presente. As chamadas "causas verdes" estão espalhadas por todo globo terrestre, com diversas formas de atuação, seja por ideologia, discurso ou prática, mas um objetivo em comum une todas elas: É preciso salvar o planeta de nós mesmos!


2.0 Agressões ao planeta.

As florestas estão se tornando menores, os desertos maiores, o número de espécies no planeta diminuiu, o nível do mar continua a subir, a terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo. Mas isso ocorre por qual motivo?

Não há mais dúvidas que as mudanças ambientais são causadas pelo homem. A tecnologia que vem sendo festejada há alguns séculos hoje demonstra visíveis sinais de exagero na confiança sem limites no progresso.

A lógica capitalista está relacionada diretamente com as agressões demasiadas que o planeta terra está sofrendo. Sua "cultura" mercantilista coloca no subconsciente a questão ambiental como superstição ou fantasia. Claro, o objetivo capitalista é produzir mais, para vender mais e consequentemente lucrar mais. Agora encontramos a problemática, para produzir mais é necessário matéria prima, e quem trabalha na matéria prima? Homem ou máquina?

Com a revolução industrial o homem aos poucos foi sendo substituído pela máquina. Quem fabrica a máquina diz que a inovação se dá "para que o homem trabalhe menos e tenha mais tempo para o lazer", mas sabemos que o objetivo é produzir mais rápido e gastar menos. Pois se fosse como no discurso não estaríamos mais cansados a cada dia que passa e sempre sem tempo.

Bom, entendemos então que a máquina produz mais rápido, mas como fazer para a matéria prima chegar em tempo? E de onde ela vem? Com a aceleração no processo de produção, a matéria prima tem de chegar mais rápido as máquinas, então ela vem de qualquer jeito, pronta ou não, pois precisa alimentar as máquinas famintas. E de onde ela vem? Da natureza.

Venha de onde vier os recursos naturais, que citamos acima como "matéria prima", precisam estar pontualmente a serviço das máquinas, e isso gera um desequilíbrio imensurável no ecossistema. A natureza e o capitalismo não podem conviver paralelamente.

Este desequilíbrio ambiental causado em grande parte pelo processo de produção capitalista está ameaçando a vida em nosso planeta. Água, terra, ar e animais estão correndo sérios riscos, precisamos apresentar uma solução imediata para a preservação ambiental, e que esta solução seja "imposta" aos grandes predadores do planeta, pois quem não pode viver em harmonia com o ecossistema deve viver fora dele.


2.1 Explorando a terra.

Os chamados "conflitos da terra" estão cada vez mais presentes na realidade contemporânea mundial. O homem moderno tem uma idéia distorcida do processo histórico, pois acredita que a terra pertence ao homem, e por isso sentencia a morte de outros homens para possuir cada vez mais a tão desejada terra.

O que tem por trás das guerras territoriais? Será uma busca por espaço, simplesmente por espaço? Não, a guerra territorial se dá também por causa do ecossistema presente nestes espaços a qual o homem é obcecado.

Situando a discussão aos limites brasileiros encontraremos uma sangrenta e importante batalha que se trava sobre a terra, referente a luta entre trabalhadores rurais sem terra e governos neoliberais e conservadores. Mesmo em um país com dimensões tão continentais, a problemática sobre a terra é presente no cotidiano.

O calvário da perseguição sofrida pelos trabalhadores rurais sem terra está relacionado com a carência de uma política ambiental. Diferentemente do que alguns pensam, a política ambiental não se limita a criação de reservas ecológicas ou a fiscalização, uma política ambiental deve ter em seu projeto uma distribuição dos recursos naturais justa e eqüitativa, entre eles a terra.

Não podemos porém restringir nossa discussão aos parâmetros tupiniquins, mesmo sabendo que a questão local é muito importante para o clamor global. Judeus e palestinos, argentinos e ingleses, comunistas e capitalistas, a relação das guerras pela posse da terra vem de longa data. A distribuição aparece como o grande problema para uma convivência equilibrada com a terra.

Sem a distribuição adequada, e uma fiscalização eficiente não teremos como sair deste caos, que mancha o solo de todo mundo com muito sangue. O desespero do homem em lucrar o máximo que pode no mínimo de tempo com a terra, o leva a cometer um homicídio ecológico, mesmo os que não tem o poder sobre a terra, pois tentam sugar dela tudo que podem, antes de serem expropriados, como é o caso dos garimpeiros e os madeireiros.

Essa atitude de sugar tudo o que vem da terra de uma única vez provoca reações impressionantes no solo, como a desertificação e a erosão. Desertificação do solo é uma realidade lastimável. Lugares úmidos que não são pré dispostos a esse tipo de fenômeno já apresentam desertos enormes, como é o caso do Rio Grande do Sul, onde o clima é úmido e frio, porém já se encontramos uma área considerável desertificada.

Pedreiras, garimpos e a destruição inconsolável de florestas são alguns dos principais agentes da erosão. Esse efeito pede a atenção de toda a sociedade, pois a erosão...

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