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A História do Livro

Trabalho enviado por: Gilson josé Dias

Data: 07/05/2010

HISTÓRIA DO LIVRO

Colégio Isaac Newton
2008

 

 

 

INTRODUÇÃO

O formato do livro, tal qual o conhecemos hoje no Ocidente, tem sua evolução retratável até o antigo Egito. Por milênios, esta forma foi acompanhando os passos da civilização, de que o livro é elemento chave. Evoluiu como evoluiu o uso e a necessidade do texto escrito e, como tudo na história dos homens, moldando-se aos limites do material ao mesmo tempo em que sempre os superando em prol de maior velocidade, economia e funcionalidade. É uma longa história de tentativas, erros e acertos no mais das vezes anônimos. . Os antigos cristãos, cuja religião era assentada na Palavra e sua difusão, ao substituírem o rolo de papiro pelo códex de pergaminho talvez não percebessem que ao optar por um material mais barato e um formato de mais fácil transporte, promoviam uma revolução na postura do leitor: folheável, e não mais desenrolável, o livro se tornava mais acessível, incentivava a pesquisa, e podia até ser anotado, fato que acarretou mudança incalculável na vida intelectual.

A invenção da imprensa talvez fosse relegada à gaveta por séculos, não tivesse o papel, suporte mais barato que o pergaminho entrado na Europa pouco antes — o pergaminho não suportava a prensa —, não tivesse, sobretudo o advento das universidades, do humanismo, da contra-reforma produzido um número crescente de ávidos leitores.
No século XVI, o livro adquiria a forma e estrutura que nos são hoje familiares. Só vêm mudando desde então as tecnologias de edição, e suas características estéticas. .
Com as facilidades trazidas pela informática, nunca se produziu tantos livros como hoje — quase qualquer pessoa pode diagramar um livro e imprimi-lo em alguns exemplares nas gráficas rápidas. Em meio a tanta profusão de recursos fáceis, importa conhecer um pouco da história do livro, das razões de sua forma ser esta e não outra, para encontrar a harmonia entre a criatividade e a experiência acumulada.

 

HISTÓRIA

 

OS MANUSCRITOS NA IDADE MÉDIA

A predominância dos manuscritos quase absoluta foi para os textos religiosos. Acreditava-se que caberia aos conventos abrigar não só textos sagrados como também literários; assim os monges fazendo as cópias dos antigos textos colaborariam para o aperfeiçoamento da vida monacal. Considerava-se que a leitura da Bíblia era capaz de atender as necessidades intelectuais, dispensando-se a literatura, a filosofia e as ciências clássicas como heréticas; até mesmo a gramática não era admitida. Por isso a produção de livros nesta época se limitara só aos mosteiros. No mosteiro Saint-Gall chegou-se a ter 300 monges trabalhando nas cópias dos manuscritos.

Algumas características destes manuscritos eram, por exemplo, as letras capitulares e unciais (tal qual a capitular, sofrendo um arredondamento); a escrita cursiva (letras pequenas traçadas de modo rápido e corrente); ligação entre as letras, o que favorecia a rapidez no ato de escrever (isto não ocorria na antiguidade, às letras eram separadas); a escrita gótica (angular, de linhas quebradas), também chamada letra de missal, que ainda hoje se usa na Alemanha. As abreviaturas da antiguidade continuam a aparecer neste período, devido à escassez do pergaminho e necessidade de escrever mais depressa. O local do convento onde faziam as cópias dos manuscritos chamava-se scriptorium, era amplo, claro, com repartições e uma janela para cada escriba (calígrafo), embora esses scriptorium não tivessem um local específico. O trabalho começava cedo e durava 6 horas. O monge era chamado de armarius ou bibliothecarius, o aprendiz era librari ou scriptoril.

Ao começar as anotações, a primeira frase do texto era “hic incipit, ao terminar “explicitus estâ€, prática que vinha desde a antiguidadeâ€. Registrava no final a data, o lugar e às vezes o seu nome, além do nome daquele para quem foi copiado, este conjunto de informações é o colofão. Algumas vezes eles anotavam o estado de espírito. O trabalho dos copistas era lento, calcula-se 4 a 6 páginas por dia para cada calígrafo. O armarius ditava o texto para o escriba, daí algumas cópias com erros, quando não queriam que isso acontecesse recorria-se ao antiquarius (copista culto e experiente) que deixavam escrito "contuli, emendavi" (conferi e corrigi). A luz artificial era proibida nos scriptorium, pelo receio de incêndio. Por causa da escassez do pergaminho, parte dos manuscritos eram palimpsestos, onde muitas vezes cederam lugar a textos religiosos quando antes eram profanos. É na Idade Média em que o rolo é substituído pelo codex; e o papiro pelo pergaminho.

A decoração dos manuscritos seguia-se após o copista ter encerrado sua parte. O manuscrito era encaminhado aos decoradores. O miniaturista, ou rubricador era encarregado de desenhar letras maiúsculas, as iniciais dos parágrafos ou capítulos, cujos espaços os copistas deixavam livres. Os miniaturistas decoravam-nos o interior com arabescos e floreios a princípio na cor vermelha, mais tarde mais rica e mais complexa em cores. Ele evolui e passa a se chamar iluminador. O fim da miniatura e da iluminura cedeu lugar nas novas ilustrações criado pela arte tipográfica, mas não do manuscrito. O crescógrafos eram artistas que usavam ouro nas letras. As ilustrações eram de gosto plásticas, e não representativo. Terminada a tarefa do escriba e a do miniaturista ou iluminador, a encadernação do manuscrito passava ao ligator librorum, ou seja. O encadernador. A arte da encadernação também veio da antiguidade como o miniaturista.

 

COMO ERA O LIVRO?

Chapas de madeira amarradas por duas tiras de couro, constituíram as primeiras capas duras. Eram conhecidos pelos romanos, os diptycha, retângulos de madeira cobertos de cera, evoluíram em chapas de marfim trabalhadas, que protegiam as folhas de textos especiais. No séc. V chapas de ouro ou prata, cinzeladas, recoberta de pedras apareceram como encadernação. As encardenações mais simples recorriam ao couro e a madeira. A pele de porco foi muito utilizada. Freqüentemente substituía-se à pele por veludo, sedas e outros tecidos enriquecidos com bordados. Nos conventos dominicanos surge o líber cantenatus, o livro acorrentado. O recurso visava preservar o roubo de missais e bíblias. Era prendido na encadernação em uma extremidade e a outra a uma argola na escrivaninha.

 

COMO ERA O COMÉRCIO?

O comércio livreiro era muito ativo durante a antiguidade, mas com o advento do cristianismo e da barbárie desapareceu. Durante a Idade Média era encontrado nos claustros. Com o nascimento das universidades o stationarius (livreiro) ressurgiu. Encarregados de venderem aos estudantes códices novos ou usados, o stationarius fixou-se próximo às universidades com um sortimento de mercadorias que lembra a livraria e a papelaria de hoje. . O regulamento imposto pelas instituições aos livreiros era muito severo. Exigia-se provar ser uma pessoa de vida correta e bons costumes. A lista de livros dependia da aprovação das universidades, assim como o formato do livro, o preço de venda ao público e a porcentagem do livreiro. Ele também ficava obrigado a alugar os livros aos estudantes que pudessem copiá-los. Sendo que estes livros não eram mais ricamente iluminados, eram simpnes, para praticidade e barate- amento .

 

QUAL FOI A PRIMEIRA BIBLIOTECA?

Petrarca, a biblioteca de Francesco di Petrarca contava com cerca de 200 volumes, um número expressivo para época (séc. XIV). Poeta do humanismo italiano ele foi um dos mais apaixonados amigos do livro. Dedicado à pesquisa bibliográfica, comprou e copiou todos os manuscritos que descobriu. É considerado o pai da bibliofilia. Outros grandes bibliofilos foram à família Médici (Cosme e Lorenzo); Poggio Braccíolini; Federico Montefeltro (que chegou a ter 40 copistas em seu castelo); Carlos, o sábio da França (considerado o fundador da Biblioteca Nacional Francesa); na Hungria, o rei Matias Corvino.

Motivos para que as pessoas podiam ler os livros:

◠Durante a Idade Média, o acesso ao livro teve dois motivos principais que o tornaram difícil na confecção e circulação. O primeiro motivo, é que custava caro, devido ao suporte, que era 50% do preço final, pois o pergaminho era oneroso. Um livro requeria grande quantidade de pergaminho, aproximadamente obtia-se de dez a dezesseis folhas por pele, e, mesmo com a difusão do papel chiffon, o que permitiu baixar o preço do livro, é somente no século XV, que o seu uso difundiu-se longamente. Os letrados tinham preconceito sobre o livro de papel, julgando menos nobre e sólido para textos importantes; já os padres, porque vinham pelas mãos dos mulçumanos e por terem pouca resistência.
◠O segundo motivo, na verdade era o fator principal, o custo da cópia. Os bons copistas eram raros, os scriptoria monásticos, como eram assim chamados, no final da Idade Média encontravam-se nas cidades universitárias e nas capitais da nobreza, eles trabalhavam lentamente, por volta de duas folhas e meia por dia.

 

Tipos de livros:

Nas cidades universitárias, onde mestres e estudantes precisavam de muitos livros e possuíam poucos recursos, optava-se por livros de pequenos formatos, linhas apertadas, escritas mais cursivas, com multiplicações de abreviaturas, que permitiam economizar o pergaminho e conseqüentemente baratear o livro. Uma outra solução para obter livros na época, consistia em encomendar a qualquer copista "amador", um “capelão necessitado ou um estudante pobre, a cópia do livro desejadoâ€. Os livros mais caros, da época, eram as grandes Bíblias ou os volumes glosados do Corpus Iuris Civilis ou Corpus Iuris Canonici, mas existiam ao lado desses, pequenos volumes, sob a forma de simples cadernos que eram vendidos por algumas moedas.

Além disso, já existiam os livros de segunda mão, que era um comércio muito ativo, principalmente nas cidades universitárias, onde eram vendidos por estudantes em necessidade ou formados e por pessoas que herdavam bibliotecas de familiares. Contudo, o preço médio de um livro, era caríssimo, por volta do séc. XIV correspondia aproximadamente a sete dias de salário de um secretário do rei, e, somente professores universitários, conselheiros do parlamento, secretários de reis podiam formar bibliotecas privadas. A biblioteca de um estudante, ainda que abastado, não ultrapassava, em média uma dúzia de volumes; um professor cerca de 30 livros.


Tipos de bibliotecas:

Na época, existiam três tipos de bibliotecas: As principescas eram de reis e/ou príncipes e contavam com pouco menos de 1300 volumes, mas apenas os familiares do soberano, visitantes distintos e conselheiros políticos tinham acesso a ela. As bibliotecas das catedrais, mosteiros e conventos, possuíam textos religiosos, faziam a conservação dos manuscritos mais antigos, era a mais rica em textos religiosos e livros litúrgicos. Não se sabe ao certo, se eram abertas a outros leitores que não fossem os cônegos e frades que serviam a essas igrejas e mosteiros. As bibliotecas mais "modernas" eram as universitárias, cujos estudantes, leitores conventuais e pregadores, compartilhariam do espaço. Essas bibliotecas continham, sobretudo, livro de estudos, bem adaptados para homens de saber. Era constituída pelo fundador dos colégios universitários e de doação posteriormente de benfeitores ou antigos membros do colégio.

 

PROBLEMAS DE GUTEMBERG

Gutenberg e a imprensa de há muito vêm sendo celebrados. Desde o século XVI a máquina impressora é descrita como tendo literalmente marcado uma época. Tem sido vista como o símbolo de uma nova era, associada com freqüência à pólvora (outra invenção atribuída aos alemães) e às vezes também à bússola. Francis Bacon vinculava a imprensa ao progresso do...

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