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A alfabetização informacional e as práticas bibliotecárias escolares

Trabalho enviado por: Heloiza Vieira da Silva

Data: 21/08/2014

A alfabetização informacional e as práticas bibliotecárias escolares 
Heloiza Vieira da Silva
Graduanda em Biblioteconomia da UFES. E-mail: <helov@click21.com.br>
 
RESUMO
Colocar em questão as práticas bibliotecárias escolares que devem estar presentes no trabalho de bibliotecários co-autores do processo de Alfabetização Informacional na escola. Reafirma as funções do bibliotecário escolar como um dos profissionais que deve compor a equipe pedagógica e assumir a sua responsabilidade profissional de planejar e fazer acontecer o processo de Alfabetização Informacional no ambiente escolar.
 
Palavras-chave: Alfabetização informacional. Bibliotecário escolar. Ambiente escolar - biblioteca.  
 
INTRODUÇÃO
A expressão information literacy apareceu pela primeira vez na literatura nos Estados Unidos na década 70 em relatório elaborado por Zurkowiski (apud CAMPELLO, 2003), submetido a Comission Libraries Information Science, sugeriu ao Governo Norte-Americano que se preocupasse com desenvolvimento da competência informacional na população, com o objetivo de potencializar a utilização da variedade de produtos informacionais disponíveis no mercado norte-americano, bem como promover a sua aplicação na solução de problemas cotidianos, principalmente, no trabalho (CAMPELLO, 2003).
            Inicialmente usado como sinônimo de capacitação em tecnologia da informação no ambiente profissional e nas escolas secundárias, a Alfabetização Informacional não contava com programas educacionais estruturados. Dudziak (2001) menciona que foi a partir do relatório oficial da Comissão Nacional de Excelência em Educação intitulado “National at Risk the Imperative for Educational Reform datado de Report to the Nation and the Secretary”, que a ocorrência do processo é relacionado às escolas americanas. No entanto, ainda não se referem às bibliotecas e ao bibliotecário escolar e sua contribuição quanto à aprendizagem em informação junto à comunidade. Em conseqüência desse fato, a classe biblioteconômica americana reage a essa ausência e dispara um movimento discursivo envolvendo as conexões existentes entre  os campos de Biblioteconomia e de Educação, destacando especialmente sobre as funções da biblioteca na escola. 
             Nos Estados Unidos, pode-se dizer que os anos 80 foram marcados pela publicação de dois documentos tidos como fundamentais para o desenvolvimento da área de Biblioteconomia. Um deles, intitulado “Revolution in the Library”, abordou a cooperação entre bibliotecários e administradores das universidades, e introduziu o conceito da educação enfatizando os processos de construção do conhecimento, busca e uso da informação, discorrendo sobre a biblioteca como elemento-chave do processo educacional. Por sua vez, o segundo documento preparado por um grupo de bibliotecários e educadores denominado “Presential Commite on Information Literacy”, ressaltou a importância da Alfabetização Informacional para os indivíduos, trabalhadores e cidadãos, defendendo a idéia de que a informação é a base da resolução de problemas e da tomada de decisão em qualquer espaço/tempo de nossas vidas. Este documento assinalou ainda que para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter habilidades para localizá-la, avaliá-la e usá-la, ou seja, é aquela pessoa que aprendeu a aprender; sabe como aprender porque conhece os modos de organização do conhecimento e como encontrar a informação que deseja, sobretudo sabe usá-la e aprende a partir dela (DUDZIAK, 2001). 
             Nessa perspectiva, Doyle (apud DUDZIAK, 2003.) considerou-a como um conjunto integrado de habilidades, conhecimentos e valores ligados à busca, acesso, organização, uso da informação na resolução dos problemas. Partindo dessa premissa, juntou-se a outros autores para pensar o tema no cenário escolar e universitário, recomendando a ampliação do debate tanto em nível conceitual, como em nível de uma reflexividade coletiva (bibliotecários, professores, pedagogos, etc.). 
             Enfim, foi a partir de 1997 que surgiram organizações destinadas à formação dos bibliotecários americanos voltados inicialmente para a implementação dos programas educacionais no ensino superior, entre elas, o Institute for Information Literacy da ALA e a Library Instruction Round Table (LIRT).  
             No Brasil, a discussão em torno desse tema pela área de Biblioteconomia surge no final da década de 1980, provocada por autores como Belluzzo (2001) Caregnato (2000) e Dudziak, Gabriel e Villela (2000), que traduziram information literacy como “alfabetização informacional”, termo adotado neste artigo.  
             Como informam ainda as autoras, na literatura brasileira, o termo também aparece com outras notações como letramento, literacia, fluência informacional, competência em informação. Mas comumente o mais usado pelos autores brasileiros é “alfabetização informacional”, para indicar o processo contínuo de apropriação dos fundamentos conceituais, atitudes e habilidades necessárias à compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar ao indivíduo um aprendizado ao longo da vida (BEHENS apud DUDZIAK; GABRIEL; VILLELA 2000). 
             Para Tarapanoff, Suaiden e Oliveira (2002), a Alfabetização em Informação é muito mais do que um passo lógico na evolução da instrução e no manejo de fontes de informação, indo além, portanto, de ensinar aos usuários a utilizarem as unidades de informação biblioteconômicas, como as bibliotecas, por exemplo. O seu objetivo deve estar em criar aprendizes ao longo da vida, pessoas capazes de  encontrar, avaliar e usar a informação para resolver problemas ou tomar decisões, seja na vida pessoal, acadêmica e/ou profissional. Em síntese, como afirma Dudziak (2000), uma pessoa alfabetizada em informação é aquela que reconhece a necessidade da informação; organiza-a para uma aplicação prática; e a integra a nova informação a um corpo de conhecimento existente. 
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