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A Cidade e as Serras

Trabalho enviado por: João Rodrigues Filho

Data: 24/08/2004

A Cidade e As Serras


BIOGRAFIA

EÇA DE QUEIROZ

José Maria Eça de Queirós nasceu na cidade portuguesa de Póvoa do Varzim no dia 25 de novembro de 1845. Filho de burguesia letrada, o pai era um alto magistrado. O escritor nasceu, no entanto, em circunstâncias pouco esclarecidas. Os pais casaram-se regularmente somente depois de quatro anos do nascimento da criança e o menino passou toda a infância na casa dos avós maternos.

Estudou leis em Coimbra, mas não participou da célebre Questão Coimbrã; escreveu alguns folhetins literários nesse tempo (Notas Marginais, na Gazeta de Portugal, o que lhe rendeu boa dose de escárnio por parte dos leitores, porque já se prenunciavam nele os traços críticos do Realismo-Naturalismo em pleno Romantismo; tais folhetins, mais tarde, foram retocados e acrescidos ao livro Prosas Bárbaras) e, depois de formado, transferiu-se para Lisboa, onde abriu um escritório de advocacia. Naquela ocasião torna-se também jornalista e, incentivado por Antero de Quental, lê Proudhon. Corre o ano de 1869 e Eça filia-se ao Cenáculo.

É como jornalista que irá cobrir a inauguração do Canal de Suez e desta viagem aparecerá posteriormente seu outro livro, O Egito, notas da viagem que fez àquela região. Com Ramalho Ortigão, publica no Diário de Notícias de Lisboa sua primeira tentativa ficcionista, mistura de novela policial e suspense: O Mistério da Estrada de Cintra. E é também com Ortigão que publicará uma série de artigos intitulados As Farpas, sátira à vida social e aos costumes burgueses.

Em 1871, participa das famosas Conferências do Cassino Lisbonense, introdutoras do Realismo português e é um dos palestrantes sobre o tema "O Realismo como nova expressão da Arte". Em 1872, depois de prestar concurso para diplomata, foi nomeado para Havana; entre 1874 e 1878 vai para a Inglaterra e termina seus dias em Paris, também como cônsul português naquela cidade.

Viveu sempre endividado, porque pouco sabia sobre administrar seu próprio dinheiro; teve quatro filhos, mulher amorosa e sofreu a vida inteira de uma doença chamada enterocolite, a mesma que acometia Machado de Assis: tinha cólicas horrendas que o deixavam prostrado por dias inteiros.

Perfeccionista reescrevia centenas de vezes um só trecho de determinado capítulo, mas teve que escrever obras menores e as entregar apressadamente aos editores, sempre com o intuito de pagar seus credores. Morre no dia 16 de agosto de 1900, em Paris.

Estilo Literário

A obra de Eça de Queirós é geralmente dividida em três fases:

  • A primeira fase corresponde aos textos iniciais de sua carreira, publicados em folhetim e reunidos em um único volume intitulado "Prosas bárbaras";
  • A segunda fase, ou fase realista inicia-se em 1875 com a publicação da obra "O crime do padre Amaro" e vai até 1888 com a publicação de "Os maias";
  • A partir daí inicia-se a terceira fase, ou fase pós-realista, na qual destacam-se as obras "A ilustre casa de Ramires" (1900) e "A cidade e as serras" (1901).

Características Literárias

Ao publicar o conto Singularidade duma Rapariga Loura, Eça foi considerado o iniciador da narrativa realista em Portugal. Em seguida, escreveu, em conjunto com o amigo Ramalho Ortigão, a novela policial O Mistério da Estrada de Sintra. Participava do jornal mensal As Farpas que, como o próprio nome indica, tece inflamados artigos propondo reformas e satirizando os costumes, a literatura e a política de Portugal.

Após discursar sobre "O Realismo como nova expressão de Arte" nas célebres conferências do Cassino Lisboense publicou em 1875, O Crime do Padre Amaro, romance crítico em que combate a sociedade estagnada e o clero, e coloca em prática a técnica realista de descrever aspectos psicofisiológicos com riqueza de detalhes. Em 1878, volta-se para a família pequeno-burguesa escrevendo o volume urbano O Primo Basílio, revendo a educação da mulher, a constituição moral da família e o ataque ferrenho às instituições burocráticas de Portugal. Produziu, dez anos depois, Os Maias, ambientado em Portugal e em Paris, focalizando com ironia e sarcasmo as altas esferas da sociedade, revelando-se mordaz e irreverente no tratamento da política da vida social e da literatura, com quadros repletos de vivacidade e riqueza estilística.

Encerra-se aí a sua fase combativa, em que a literatura serve como escudo contra instituições, e as palavras são as lanças a serem atiradas com ironia contra Portugal, numa necessidade de denunciar o que havia de pequeno e estagnado em relação a outros países, principalmente os europeus. Nesse período, o autor exercita com perfeição suas técnicas narrativas, manuseia a linguagem com preocupações formais, analisa os caracteres de suas personagens, lapida seu estilo e vai solucionando seus problemas de índole literária, percebendo os limites da imaginação e da observação da realidade.

Depois de Os Maias, inicia uma nova fase, mais elaborada estilisticamente, e mais preocupada em dar vazão à imaginação, deixando-a correr mais solta. Assim, escreve O Mandarim, novela de caráter fantástico colocando "sobre a nudez forte da verdade – o manto diáfano da fantasia", e, pelo mesmo lema, conduz o volume A Relíquia. A partira de A Relíquia é possível perceber o início de uma nova fase, uma fase em que o escritor reconsidera sua pátria, abandonando a sátira mordaz com que vinha retratando a vida portuguesa, substituindo-a por uma ternura quase calma, mais sincera, quase uma redenção, um pedido de desculpas por ter escrito romances em que denunciava o atraso e o provincianismo da terra. A Ilustre Casa de Ramires traz Eça de Queirós referindo-se liricamente aos grandes valores portugueses: o homem, a paisagem e as origens históricas; em  A Cidade e as Serras acredita na vida simples e rústica, libertando o bucolismo, valorizando os seres simples, a distância da civilização, a pureza...

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