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Título: A Proteção Social

1 INTRODUÇÃO O nascedouro foi em 1883, na Alemanha com o Chanceler Bismarck. Foi um marco tanto da Seguridade Social como da Previdência Social (primeiro sistema escrito de previdência social – seguro social). A forma de contribuição ou custeio para…


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A Engenharia Clínica Aplicada a Hospitalidade

Trabalho enviado por: Enemecio Antonio Ferrarezi

Data: 22/04/2003

ASPECTOS DA ENGENHARIA CLÍNICA APLICADA À HOSPITALIDADE: ESTUDO DE CASO DO HOSPITAL SANTA CRUZ


RESUMO

Considerando que os estabelecimentos hospitalares estão aplicando conceitos de hotelaria no atendimento aos seus usuários, estudou-se a contribuição da Engenharia Clínica (EC) do Hospital Santa Cruz (HSC) na melhoria dos serviços prestados aos seus pacientes. A conclusão desta pesquisa é que está amplamente caracterizada a contribuição da EC na prestação de serviços de qualidade aos pacientes, através do trinômio Qualidade na Infra-Estrutura Física ("Total Productive Maintenance"), Qualidade no Produto e no Processo ("Total Quality Control") e Qualidade Total ("Total Quality Maintenance") evidenciando os aspectos da hotelaria hospitalar e da hospitalidade no atendimento aos usuários do HSC.

The contribution of Clinic Engineering (EC) of Hospital Santa Cruz (HSC) to the improvement of services provided to its patients was studied, since hospital establishments are applying hotel administration concepts in their users services. The conclusion of this research is that EC widely contributed to quality services provided to patients through the trinomial: Total Productive Maintenance, Total Quality Control and Total Quality Maintenance, highlighting the aspects of hospital hotel administration and hospitality upon assisting HSC users.

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho objetiva avaliar o Hospital Santa Cruz (HSC), antes e depois da implementação da Engenharia Clínica (EC), e a contribuição desta à Política da Qualidade adotada no atendimento aos pacientes.

Nos hospitais, além da manutenção da infra-estrutura predial, que trata de reparos e reformas de obra civil, da rede elétrica, da rede hidráulica, da rede de esgotos, da rede de gases, de caldeiras, de geradores a diesel, de ar condicionado, de elevadores, há a manutenção de equipamentos médico-hospitalares. Face à intensa aplicação tecnológica no desenvolvimento dos equipamentos médico-hospitalares é observada uma crescente atuação de engenheiros e técnicos especializados na manutenção desses aparelhos. Os hospitais mantêm, atualmente, uma divisão de trabalho de manutenção destacando da infra-estrutura predial o parque de equipamentos médico-hospitalares. Assim, a Engenharia Hospitalar (EH) abrange a manutenção da infra-estrutura predial sob a denominação de Manutenção Geral (MG) e a manutenção de equipamentos médico-hospitalares sob a designação de Engenharia Clínica (EC).

Os hospitais apresentam características bastante similares aos hotéis no tocante ao atendimento de seus clientes: o paciente, após o atendimento na Recepção Central, quando procede ao registro de sua internação , é acomodado em apartamentos ou enfermarias onde recebe e toma suas refeições, preparadas pela cozinha do Serviço de Nutrição e Dietética (SND). Há, desta maneira, uma prestação de serviços de hotelaria aos pacientes internados nos hospitais.

Nos casos de cirurgias eletivas, estas são agendadas, previamente, pelo médico cirurgião, ocasião em que solicita ao hospital os materiais cirúrgicos, medicamentos e próteses (tipo, tamanho, fabricante), quando for o caso, procedimento análogo às reservas em hotéis.

A prestação de serviços de hotelaria pressupõe a existência de Sistema da Qualidade onde a cortesia e a hospitalidade são aspectos inerentes à atividade. Neste sentido, a Engenharia Clínica cujo estudo pode contribuir para o aprimoramento da hospitalidade, tem um papel fundamental na prestação de serviços de qualidade aos pacientes.

Foi pesquisada a bibliografia existente e foram consultados especialistas para a elaboração do arcabouço teórico-conceitual da Engenharia Clínica. Foram levantados a filosofia, o processo e as etapas da implantação da Engenharia Clínica no HSC. Questionários foram submetidos a médicos cirurgiões e enfermeiras que trabalham no HSC desde datas anteriores à implantação da Engenharia Clínica, para a avaliação dos benefícios proporcionados por esta área aos médicos, as enfermeiras e aos pacientes.


2. HISTÓRICO

2.1. Antecedentes

A Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz, mantenedora do Hospital Santa Cruz, é sucessora da Sociedade Japonesa de Beneficência no Brasil Dojin-Kai (Zai Brasil Nipponjin Dojin-Kai) constituída em 09.10.1926, sob a forma de sociedade civil, sem fins lucrativos, com o objetivo de promoção dos meios de tratamento médico e higiênico dos japoneses residentes no Brasil. Na década de vinte os agricultores paulistas eram acometidos de moléstias como a malária, tracoma, verminoses e outras transmissíveis. Os imigrantes japoneses que foram instalados no interior do Estado de São Paulo sofriam desses males.

Segundo KOTAKA (1997,p.21):

"O Jornal Nippak, de 26 de agosto de 1927, publicou artigo sob o título As condições de vida dos patrícios nas colônias são iguais às do camponês do Japão há mil anos..., nas palavras do professor Seizo Toda, da Faculdade de Medicina da Universidade de Kyoto, que visitando o Brasil, fez relatos da vida dos imigrantes neste país."

Prossegue KOTAKA (1997,p.23):

"Os médicos dos imigrantes, trabalhando em atenção primária, em nível ambulatorial, necessitavam de apoio diagnóstico e tratamento médico para os casos mais complexos que demandassem internação hospitalar. Dessa forma, paralelamente às chegadas dos médicos do Rio de Janeiro, na cidade de São Paulo, o consulado geral do Japão no Brasil organizava uma sociedade, objetivando a construção de um hospital e no dia 9 de outubro de 1926 foi constituída, em São Paulo, com a participação de 41 sócios, a Sociedade Japonesa de Beneficência no Brasil – Zai Brasil Nipponjin Dojin-kai. Seu estatuto social foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 7 de novembro de 1926 e registrado sob o número 1286 no Registro Geral do Cartório da 1ª Circunscrição da Comarca da Capital, em 18 de novembro de 1926."

A partir da constituição da Sociedade Japonesa de Beneficência no Brasil foram adotadas diversas providências, cronologicamente relatadas a seguir:

29 abril 1939 Data do aniversário do Imperador do Japão, inaugurado o Hospital Santa Cruz tendo como Superintendente o Prof. Benedito Montenegro, médico e docente da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e como vice o médico cirurgião Takejiro Kamada, vindo do Japão. Segundo a Comissão de Elaboração da História dos 80 anos de Imigração Japonesa no Brasil (1992), o Hospital Santa Cruz (HSC) foi inaugurado em 29 de abril de 1939 com 9.691,00 m2 de construção, com 6 pavimentos e com 2.316,00 m2 de área de ocupação do terreno. A capacidade do hospital era de 200 leitos (apud: KOTAKA, 1997, p.26 e 27)

16 fevereiro 1973 Declarada a Sociedade de Beneficência Santa Cruz (SBSC) entidade de Utilidade Pública Federal pelo Decreto nº 71846.

06 setembro 1973 Concedido o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos através do Processo nº 222.807/73 à SBSC.

Antes, a SBSC dispensava assistência ao japonês carente. Hoje, ela dispensa essa mesma assistência, mas a toda e qualquer pessoa necessitada, sem indagar-lhe a nacionalidade.

28 abril 1999 HSC recebeu o Selo de Conformidade instituído pelo Programa de Controle da Qualidade Hospitalar (CQH) da Associação Paulista de Medicina (APM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CRM-SP).

Iniciada a implantação da Engenharia Clínica.

2.2. Estrutura de Serviços do HSC em 2002

Localização: O Hospital Santa Cruz (HSC) localiza-se à Rua Santa Cruz, 398, Vila Mariana, São Paulo a 3 (três) quadras da Estação Metro Santa Cruz.

Capacidade Instalada

Capacidade de Atendimento (mensal)

Leitos para internação

124

Pronto Atendimento

6.000

Leitos de UTI Geral

12

Ambulatório

9.000

Leitos de UTI Coronariana

13

Internações

1.000

Leitos de TMO

02

Cirurgias

1.100

TOTAL DE LEITOS

151

Equipe de Profissionais

funcionários

824

Médicos credenciados

1.883

Fonte: Sociedade Brasileira de Beneficência Santa Cruz, 2002, ps.1, 2 e 4.

2.3. O Sistema da Qualidade no Hospital Santa Cruz

A melhoria da qualidade da prestação de serviços no Hospital Santa Cruz (HSC) foi o resultado da implementação de um enfoque moderno para a Gestão da Qualidade, iniciada em outubro de 1994, com a contratação de um consultor da qualidade, com larga experiência no assunto. Toda a estrutura do Hospital Santa Cruz, envolvendo os funcionários administrativos e operacionais, o corpo clínico, a administração e o pessoal dos serviços terceirizados, SADT (Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapêutica) foi submetida a um processo de mudança cultural, embasado nas diretrizes das normas ISO 9000 e 14000 ao longo de quatro anos, durante os quais aderiu ao Programa CQH (Programa de Controle de Qualidade Hospitalar) do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e da Associação Paulista de Medicina com o objetivo de Acreditação por esta entidade.

Segundo PAIVA (1999, p.3):

"Conceitua-se Acreditação Hospitalar como sendo um sistema de avaliação periódica voluntária da instituição, para o reconhecimento da existência de padrões de Qualidade nos âmbitos Estrutura, Processo e Resultados, visando o estímulo ao desenvolvimento de uma cultura para a melhoria contínua da qualidade da assistência médico-hospitalar. Após o Hospital Santa Cruz ter passado pela auditoria inicial do Programa CQH para fins de sua acreditação com resultados satisfatórios, a instituição recebeu o Selo CQH de conformidade com as normas do Programa em 28 de abril de 1999. Para a continuidade de reconhecimento a esta conformidade, o HSC deverá ser submetido a auditorias adicionais, em datas desconhecidas, as quais ocorrerão após decorrer lapso de tempo compatível com a complexidade do atendimento aos requisitos da qualidade que se mostraram não conformes na auditoria inicial."

Decorridos dois anos da auditoria inicial do Programa CQH e após cumprir todos os requisitos de qualidade que foram considerados não conformes naquela auditoria, entre os quais a implantação da Engenharia Clínica foi de vital importância, o HSC recebeu, em 2001, nova auditoria que considerou os resultados satisfatórios, sendo revalidado o Selo CQH de conformidade com as normas do Programa, em 11 de setembro de 2001.

Em convênio com a JICA-Japan International Cooperation Agency, órgão de cooperação e desenvolvimento do Ministério de Relações Exteriores do Japão, a Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz, mantenedora do Hospital Santa Cruz, envia ao Japão anualmente, 2 a 4 profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos e funcionários administrativos) para estágios, cursos de graduação, cursos de pós-graduação e cursos de aperfeiçoamento, cumprindo desta forma o treinamento para acesso a novas tecnologias e como um dos programas de educação continuada.

Visando à formação e aperfeiçoamento dos recursos humanos o Hospital Santa Cruz patrocina bolsas de estudos custeando até 40% (quarenta por centro) das mensalidades dos funcionários que freqüentam curso superior afim com a atividade profissional exercida, ou cursos de pós-graduação e de aperfeiçoamento.

No período de 1999/2001 foram treinados, no Japão, 9 médicos, 6 enfermeiras, 1 engenheiro, 1 analista de Informática. Em 2002, foram enviados ao Japão 2 enfermeiras, 1 tecnóloga em Saúde e 1 economista. A tecnóloga em Saúde foi enviada à "Tókio Medical and Dentist University" para um curso de duração anual para absorção de tecnologia na área de saúde.

2.4. Histórico da Engenharia Clínica no HSC

A Gerência de Serviços, responsável pela manutenção geral do hospital, compreendia os setores de Mecânica, Hidráulica, Elétrica, Marcenaria e Eletrônica. Este último setor respondia pela manutenção dos equipamentos médico-hospitalares, mas, realizava apenas pequenos consertos encaminhando a maioria dos equipamentos que necessitava de manutenção às empresas prestadoras de serviço.

Em abril de 1999, o Programa da Qualidade destacou o setor de eletrônica da Gerência de Serviços agregando-a à Gerência de Engenharia Clínica, que começou com apenas dois funcionários. A Gerência de Engenharia Clínica passou a consolidar-se, a partir de então, com a abertura de Estágio Curricular Obrigatório para Tecnólogos em Saúde.

Atualmente a Gerência de Engenharia Clínica é composta de um engenheiro, um técnico em eletrônica, dois tecnólogos em saúde e mais dois estagiários. Com esta estrutura foi iniciado o desenvolvimento de gerenciamento dos equipamentos médicos, elaboração de normas e procedimentos, manutenção, rotinas de aferição, desenvolvimento de diversos projetos, auxílio na especificação e aquisição dos equipamentos médicos e treinamento de seus usuários.


3. ARCABOUÇO TEÓRICO-CONCEITUAL DA ENGENHARIA CLÍNICA

ASPECTOS DA ENGENHARIA CLÍNICA APLICADA À HOSPITALIDADE: ESTUDO DE CASO DO HOSPITAL SANTA CRUZ


RESUMO

Considerando que os estabelecimentos hospitalares estão aplicando conceitos de hotelaria no atendimento aos seus usuários, estudou-se a contribuição da Engenharia Clínica (EC) do Hospital Santa Cruz (HSC) na melhoria dos serviços prestados aos seus pacientes. A conclusão desta pesquisa é que está amplamente caracterizada a contribuição da EC na prestação de serviços de qualidade aos pacientes, através do trinômio Qualidade na Infra-Estrutura Física ("Total Productive Maintenance"), Qualidade no Produto e no Processo ("Total Quality Control") e Qualidade Total ("Total Quality Maintenance") evidenciando os aspectos da hotelaria hospitalar e da hospitalidade no atendimento aos usuários do HSC.

The contribution of Clinic Engineering (EC) of Hospital Santa Cruz (HSC) to the improvement of services provided to its patients was studied, since hospital establishments are applying hotel administration concepts in their users services. The conclusion of this research is that EC widely contributed to quality services provided to patients through the trinomial: Total Productive Maintenance, Total Quality Control and Total Quality Maintenance, highlighting the aspects of hospital hotel administration and hospitality upon assisting HSC users.

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho objetiva avaliar o Hospital Santa Cruz (HSC), antes e depois da implementação da Engenharia Clínica (EC), e a contribuição desta à Política da Qualidade adotada no atendimento aos pacientes.

Nos hospitais, além da manutenção da infra-estrutura predial, que trata de reparos e reformas de obra civil, da rede elétrica, da rede hidráulica, da rede de esgotos, da rede de gases, de caldeiras, de geradores a diesel, de ar condicionado, de elevadores, há a manutenção de equipamentos médico-hospitalares. Face à intensa aplicação tecnológica no desenvolvimento dos equipamentos médico-hospitalares é observada uma crescente atuação de engenheiros e técnicos especializados na manutenção desses aparelhos. Os hospitais mantêm, atualmente, uma divisão de trabalho de manutenção destacando da infra-estrutura predial o parque de equipamentos médico-hospitalares. Assim, a Engenharia Hospitalar (EH) abrange a manutenção da infra-estrutura predial sob a denominação de Manutenção Geral (MG) e a manutenção de equipamentos médico-hospitalares sob a designação de Engenharia Clínica (EC).

Os hospitais apresentam características bastante similares aos hotéis no tocante ao atendimento de seus clientes: o paciente, após o atendimento na Recepção Central, quando procede ao registro de sua internação , é acomodado em apartamentos ou enfermarias onde recebe e toma suas refeições, preparadas pela cozinha do Serviço de Nutrição e Dietética (SND). Há, desta maneira, uma prestação de serviços de hotelaria aos pacientes internados nos hospitais.

Nos casos de cirurgias eletivas, estas são agendadas, previamente, pelo médico cirurgião, ocasião em que solicita ao hospital os materiais cirúrgicos, medicamentos e próteses (tipo, tamanho, fabricante), quando for o caso, procedimento análogo às reservas em hotéis.

A prestação de serviços de hotelaria pressupõe a existência de Sistema da Qualidade onde a cortesia e a hospitalidade são aspectos inerentes à atividade. Neste sentido, a Engenharia Clínica cujo estudo pode contribuir para o aprimoramento da hospitalidade, tem um papel fundamental na prestação de serviços de qualidade aos pacientes.

Foi pesquisada a bibliografia existente e foram consultados especialistas para a elaboração do arcabouço teórico-conceitual da Engenharia Clínica. Foram levantados a filosofia, o processo e as etapas da implantação da Engenharia Clínica no HSC. Questionários foram submetidos a médicos cirurgiões e enfermeiras que trabalham no HSC desde datas anteriores à implantação da Engenharia Clínica, para a avaliação dos benefícios proporcionados por esta área aos médicos, as enfermeiras e aos pacientes.


2. HISTÓRICO

2.1. Antecedentes

A Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz, mantenedora do Hospital Santa Cruz, é sucessora da Sociedade Japonesa de Beneficência no Brasil Dojin-Kai (Zai Brasil Nipponjin Dojin-Kai) constituída em 09.10.1926, sob a forma de sociedade civil, sem fins lucrativos, com o objetivo de promoção dos meios de tratamento médico e higiênico dos japoneses residentes no Brasil. Na década de vinte os agricultores paulistas eram acometidos de moléstias como a malária, tracoma, verminoses e outras transmissíveis. Os imigrantes japoneses que foram instalados no interior do Estado de São Paulo sofriam desses males.

Segundo KOTAKA (1997,p.21):

"O Jornal Nippak, de 26 de agosto de 1927, publicou artigo sob o título As condições de vida dos patrícios nas colônias são iguais às do camponês do Japão há mil anos..., nas palavras do professor Seizo Toda, da Faculdade de Medicina da Universidade de Kyoto, que visitando o Brasil, fez relatos da vida dos imigrantes neste país."

Prossegue KOTAKA (1997,p.23):

"Os médicos dos imigrantes, trabalhando em atenção primária, em nível ambulatorial, necessitavam de apoio diagnóstico e tratamento médico para os casos mais complexos que demandassem internação hospitalar. Dessa forma, paralelamente às chegadas dos médicos do Rio de Janeiro, na cidade de São Paulo, o consulado geral do Japão no Brasil organizava uma sociedade, objetivando a construção de um hospital e no dia 9 de outubro de 1926 foi constituída, em São Paulo, com a participação de 41 sócios, a Sociedade Japonesa de Beneficência no Brasil – Zai Brasil Nipponjin Dojin-kai. Seu estatuto social foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 7 de novembro de 1926 e registrado sob o número 1286 no Registro Geral do Cartório da 1ª Circunscrição da Comarca da Capital, em 18 de novembro de 1926."

A partir da constituição da Sociedade Japonesa de Beneficência no Brasil foram adotadas diversas providências, cronologicamente relatadas a seguir:

29 abril 1939 Data do aniversário do Imperador do Japão, inaugurado o Hospital Santa Cruz tendo como Superintendente o Prof. Benedito Montenegro, médico e docente da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e como vice o médico cirurgião Takejiro Kamada, vindo do Japão. Segundo a Comissão de Elaboração da História dos 80 anos de Imigração Japonesa no Brasil (1992), o Hospital Santa Cruz (HSC) foi inaugurado em 29 de abril de 1939 com 9.691,00 m2 de construção, com 6 pavimentos e com 2.316,00 m2 de área de ocupação do terreno. A capacidade do hospital era de 200 leitos (apud: KOTAKA, 1997, p.26 e 27)

16 fevereiro 1973 Declarada a Sociedade de Beneficência Santa Cruz (SBSC) entidade de Utilidade Pública Federal pelo Decreto nº 71846.

06 setembro 1973 Concedido o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos através do Processo nº 222.807/73 à SBSC.

Antes, a SBSC dispensava assistência ao japonês carente. Hoje, ela dispensa essa mesma assistência, mas a toda e qualquer pessoa necessitada, sem indagar-lhe a nacionalidade.

28 abril 1999 HSC recebeu o Selo de Conformidade instituído pelo Programa de Controle da Qualidade Hospitalar (CQH) da Associação Paulista de Medicina (APM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CRM-SP).

Iniciada a implantação da Engenharia Clínica.

2.2. Estrutura de Serviços do HSC em 2002

Localização: O Hospital Santa Cruz (HSC) localiza-se à Rua Santa Cruz, 398, Vila Mariana, São Paulo a 3 (três) quadras da Estação Metro Santa Cruz.

Capacidade Instalada

Capacidade de Atendimento (mensal)

Leitos para internação

124

Pronto Atendimento

6.000

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