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A Crise do Capitalismo

Trabalho enviado por: Daniel Henrique dos Santos Maia

Data: 06/06/2006

A Crise do Capitalismo

Lins – 2006


Introdução

O capitalismo é um sistema econômico, social e político que pela sua natureza se desenvolve através de crises periódicas, tanto estruturais ou sistêmicas como cíclicas. A historia dos passados três séculos do capitalismo registra pelo menos três crises estruturais:

A que na metade do século XVIII marcou o desenvolvimento da primeira revolução industrial, e a que estiveram vinculados significativos processos sócio-politicos como a revolução da Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa, o movimento ludista na Grã Bretanha e a Revoluções independentistas na América Latina e no Caribe, entre os mais relevantes.

A meados do século XIX que propiciou as revoluções de 1848-1849 em vários paises da Europa, e nas quais apareceu pela primeira vez o proletariado como classe propriamente dita, embora ainda subordinada ao programa da burguesia liberal. Esse processo desembocou na transformação do sistema capitalista e a sua entrada na fase imperialista, caracterizada pela fusão do capital industrial com o capital bancário, donde surgiu o capital financeiro .

A chamada "grande crise" de 1929 – 1933 em que esteve seriamente em causa a sobrevivência do próprio sistema capitalista, e a qual estiveram associadas a derrota da classe operaria européia pelos regimes fascistas da Itália, da Alemanha e da Espanha, a segunda Guerra mundial, e a subseqüente divisão do planeta em dois grandes blocos e a "guerra fria", assim como o triunfo das revoluções na China, no Vietnã e na Coréia do Norte, e os processos de Independência da Índia e dos paises africanos.

E a mais recente crise sistêmica que teve inicio em 1974 – 1975, que abriu caminho ao modelo neoliberal e a sua forma de globalização, como estratégias para superar esta crise, mas na qual, no entanto, nos encontramos mergulhados, dado o fracasso de tais estratégias.


As Idéias Neoliberais

Para se começar a discutir o advento das idéias neoliberais, não podemos deixar de observar a sua relação intrínseca com o capitalismo, e mais precisamente com o capitalismo atual, na sua nova fase, a partir de meados da década de 70 do século XX.

Poderíamos dizer, resumidamente, sobre a questão da relação entre capitalismo e neoliberalismo, que este surge como um ideário supostamente capaz de oxigenar as formas de acumulação daquele. É sabido que o capital precisava enveredar por outros modos de acumulação especialmente em função do esgotamento do modelo social-democrata em países da Europa. Sendo assim, o capitalismo, como sistema de acumulação de capitais, necessitava de novas formas de expansão que permitissem uma reconfiguração do imperialismo.

Essa expansão do modelo capitalista se alimentou de novas conjunturas mundiais, nos planos político, econômico e social. É possível elencar alguns desses fatores preponderantes para a sua difusão e a conseqüente instauração de seus novos moldes nos últimos anos. São eles: a queda do Muro de Berlim em 1989, o fim da Guerra Fria, a desintegração da União Soviética e o subseqüente desmantelamento do modelo de socialismo real, a formação de blocos econômicos regionais, grande desenvolvimento tecnológico e industrial, notadamente nos setores de eletrônica e comunicação, e finalmente a própria reorganização do capitalismo em sua nova forma atual, o neoliberalismo.

Já que o capitalismo encontra na ideologia neoliberal a sua nova ofensiva e a sua nova justificação de metas e de "receituários", faz-se necessário o entendimento de alguns aspectos que contribuíram para esse empreendimento. Um dos fatores mais importantes foi o advento do que se costuma chamar globalização, que nos traz vários elementos para compreendermos a difusão dessa ideologia. Passamos, então, a fazer algumas considerações sobre a globalização.

As idéias neoliberais encontram no processo denominado de globalização terreno fértil para proliferarem e se expandirem aos quatro cantos do mundo. A globalização é tida e havida como um processo contemporâneo ancorado nas novas formas de tecnologia, na rapidez do trânsito de informações, técnicas, produtos, padrões, estilos de vida e ideologias.


Globalização

A globalização, tal como entendida pela maioria dos que a estudam, acaba por romper todas as barreiras (ou quase todas) dos países, das cidades, dos continentes, estabelecendo, pelo menos em princípio, padrões mundiais de consumo e de idéias. Esse processo tende a desmantelar, ou a enfraquecer, em muitos casos os padrões locais, no sentido de uma certa uniformidade". e uma padronização. Diga-se, uma padronização de consumo, de valores ocidentais baseados em símbolos e produtos cada vez mais supérfluos e simplesmente adequados à lógica do consumismo exacerbado.

A globalização é vista como um processo que transcende o local e instaura o global, o mundial. E outro fator importante desse novo processo mundial é a diminuição ou o encurtamento dos espaços e também a diminuição do tempo para a execução de tarefas. Entretanto, devemos nos perguntar a quem ou a quê este novo processo serve? Não podemos ter uma visão unilateral dos fenômenos sócio-políticos, e também não queremos aqui apontar somente pontos negativos do processo de globalização. Mas se fôssemos responder a pergunta acima em uma palavra, diríamos que a chamada globalização (e isso já estava implícito anteriormente), está intimamente ligada às formas de reprodução do capital e com as formas imperialistas de dominação.

Embora, à primeira vista, a globalização seja um processo contemporâneo, do capitalismo atual, não devemos nos esquecer que Marx e Engels já a descreviam brilhantemente no seu Manifesto do partido comunista. Nesse pequeno livro, os autores tratavam de temas recorrentes do processo de globalização, e, por vezes, ao lê-lo, chegamos a ter a impressão que estão escrevendo nos dias de hoje. Para tanto, nada melhor que as próprias palavras dos autores: "Impelida pela necessidade de mercados sempre novos a burguesia invade todo o globo. Necessita estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte

E prosseguem:

"Pela exploração do mercado mundial a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países. Para desespero dos reacionários, ela retirou à indústria sua base nacional. As velhas indústrias nacionais foram destruídas e continuam a sê-lo diariamente. São suplantadas por novas indústrias, cuja introdução se torna uma questão vital para todas as nações civilizadas, indústrias que não empregam mais matérias-primas autóctones, mas sim matérias vindas das regiões mais distantes, e cujos produtos se consomem não somente no próprio país mas em todas as partes do globo. Em lugar das antigas necessidades, satisfeitas pelos produtos nacionais, nascem novas necessidades, que reclamam para sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas mais diversos. Em lugar do antigo isolamento de regiões e nações que se bastavam a si próprias, desenvolvem-se um intercâmbio universal, uma interdependência das nações. E isto se refere tanto à produção material como à produção intelectual. As criações intelectuais de uma nação tornam-se propriedade comum de todas. A estreiteza e o exclusivismo nacionais tornam-se cada vez mais impossíveis; das inúmeras literaturas nacionais e locais, nasce uma literatura universal (MARX e ENGELS, s/d, p. 26).

Até parece que Marx e Engels estão fazendo um diagnóstico da situação do mundo atual, e quando falam de interdependência das nações, em expansão para além dos limites locais, em rompimento de barreiras nacionais, em mercado mundial etc, estão nos...

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