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ALCOOLISMO, a “síndrome da dependência do álcool”

Trabalho enviado por: Zé Moleza

Data: 19/10/2016

BELO HORIZONTE
UNICENTRO NEWTON PAIVA

FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – FACIBIS

25 DE OUTUBRO DE 2003

ALCOOLISMO

SUMÁRIO

Introdução
O que é alcoolismo?
A intoxicação alcoólica aguda
Epidemiologia
Etiologia
Alterações metabólicas
Tratamento
Discussão
Conclusões
Referencias bibliográficas

INTRODUÇÃO

Quando falamos da ameaça das drogas que nossos jovens enfrentam no mundo atualmente, geralmente imaginamos algum traficante desleixado, abordando algum jovem indefeso numa rua escura, longe de casa. Mas, por incrível que pareça, existe uma droga que permitimos entrar em nosso lar. Fazem-na parecer luxuosa e romântica. E os adolescentes assimilam uma mensagem: pessoas saudáveis e divertidas jamais dizem "simplesmente não" quando enfrentam esta droga.

Ela é a droga capaz de alterar os sentidos que mais vicia no mundo, se medirmos isso em termos do número de pessoas viciadas na substância. Ela é anunciada livremente em todo a mídia; é promovida nas rádios, televisões, revistas e outdoor. É exibida nessas propagandas como um prêmio por um serviço bem feito, uma parte essencial da boa vida, a companheira natural do sucesso financeiro e das grandes decisões. Esta droga é o álcool.

Assim como a cocaína e a heroína, o álcool é uma droga. Ele pode alterar o comportamento, causar modificações físicas e tornar-se um vício. E, no entanto, esta droga fica fora das discussões de políticos sobre problemas de uso de narcóticos. É também a droga menos provável de ser censurada pela mídia. Por quê? A resposta é muito simples e perturbadora. O álcool é um grande negócio. A indústria do álcool gera uma receita de milhões de reais. Mais do que o produto interno bruto de muitos países menores. Através da propaganda e do marketing, esta indústria multinacional cria imagens sedutoras das bebidas alcoólicas e procura esconder do público que o álcool é uma droga, causadora de doenças, que com o tempo destrói e vicia.

O mais ultrajante de tudo, talvez, é que as cervejarias e outras fábricas de bebidas alcoólicas conseguem patrocinar os grandes eventos esportivos e concertos de rock que atraem enormes platéias de jovens.

Mais de três drinques por dia, em poucas semanas, causam mudanças destrutivas no adolescente. (30 ml de licor, 118 ml de vinho, 355 ml de cerveja são considerados um drinque.).

O álcool é absorvido pelo corpo através do estômago e do intestino e age fundamentalmente sobre o SNC embora tenha ação sobre outras partes do organismo, como, o fígado, por exemplo.

SINAIS DE USO:

Falta de parâmetros no comportamento, diminuição do autocontrole, falta de coordenação motora, reações mais lentas, fala enrolada, as vezes perda de consciência, diminuição das funções mentais, como a capacidade de reagir, de aprender e de tomar decisões, perda de produtividade na escola e no trabalho. (MILAM, 1988)

EFEITOS A LONGO PRAZO:

• Cérebro - Destruição permanente de células nervosas, perda de memória, confusão mental.
• Coração - Pressão alta, aumento das batidas do coração.
• Fígado - Atrofia acentuada e grande probabilidade de infecção.
• Órgão sexual - Impotência (impossibilidade de manter relações sexuais) e infertilidade.
• Pâncreas / intestino - Inflamação e diarréia.
• Estômago - Inflamação e úlcera.
• Músculos - Fraqueza e perda de tecido adiposo.
(BRASIL, 2001)

Se a dosagem de álcool for alta e ingerida por muito tempo o usuário pode chegar a ter convulsão, após alucinações.
Porém, ao interromper a ingestão desta droga poderá aparecer a mais grave manifestação da Síndrome de Abstinência, ou seja, o delirium tremens ou DT.

Durante o DT as alucinações reaparecem e de forma muito aterrorizante e realista (o alcoólatra vê animais e tem a sensação, em lugares fechados, de que as paredes se movem indo ao seu encontro). A temperatura do corpo sobe e a pessoa fica muito agitada. Se o sistema do organismo que controla a pressão sangüínea já estiver muito afetado, o DT pode provocar a morte.

O álcool é uma droga potente e amplamente usada que se tornou causadora da 3ª doença que mais mata no mundo. Muitas vezes ela é motivo de outras doenças.

Porém, o álcool não entra na grande maioria das pesquisas sobre drogas porque, se entrasse, ganharia disparadamente no índice da droga mais usada no mundo.

O alcoolismo é uma doença compulsiva em que, através de depoimentos dos próprios dependentes, se descobriu que estes perdem o controle sobre o álcool, após o primeiro gole.

Segundo o Comitê de Peritos da OMS em Farmacodependência, os problemas relacionados com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são os seguintes:

• Aumento da mortalidade - as pessoas que têm um consumo médio diário de 150 ml de álcool absoluto, possuem elevado risco de sofrer de cirrose hepática. Esta doença do fígado é causa de morte. A taxa de mortalidade por qualquer causa, entre os que bebem excessivamente, é quatro vezes maior que na população em geral.
• Acidentes de tráfego - o grande número de acidentes de tráfego, tendo como causa o ato de dirigir alcoolizado, tem requerido, em diversos países, o estabelecimento de programas preventivos contra essa causa de acidente.
• Repercussões de ordem econômica - as repercussões de ordem econômica são várias: os gastos dos serviços de saúde no tratamento de enfermidades relacionadas com o álcool, o alto custo que representam os problemas provenientes do uso do álcool para as indústrias e programas de assistência social e o custo com os acidentes de tráfego.

O QUE É ALCOOLISMO?

Alcoolismo, também conhecido como “síndrome da dependência do álcool”, é uma doença caracterizada pelos seguintes elementos:

• Compulsão: uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber diariamente grandes quantidades de álcool para o funcionamento adequado
• Perda de controle: a inabilidade freqüente de parar de beber uma vez que a pessoa já começou
• Dependência física: a ocorrência de sintomas de abstinência, como náusea, suor, tremores e ansiedade, quando se pare de beber após um período bebendo-se muito. Tais sintomas são aliviados bebendo-se álcool ou tomando-se outra droga sedativa
• Tolerância: a necessidade de aumentar a quantidade de álcool para sentir-se “alto”
• Ingestão regular e pesada de bebidas alcoólicas, limitadas aos fins de semana

(Nem todos esses sintomas precisam ocorrer juntos). (MILAM 1988)

O alcoolismo tem pouco a ver com que tipo de álcool uma pessoa bebe, a quanto tempo a pessoa bebe, ou até mesmo exatamente quanto álcool uma pessoa bebe. Porém, tem muito a ver com a necessidade incontrolável por álcool. Essa descrição do alcoolismo nos ajuda a entender porque a maioria dos dependentes de álcool não consegue se valer só de “força de vontade” para parar de beber. Estas pessoas estão sob a forte compulsão do álcool, uma necessidade que se mostra tão forte quanto a sede e a fome. (MILAM 1988)

A INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA AGUDA

A embriaguez comum

Em um indivíduo normal, a síndrome da intoxicação alcoólica aguda ou a embriaguez apresenta três etapas clínicas, às quais convém acrescentar uma etapa infraclínica de grande importância. (FLAHERTY, 1995)

As primeiras manifestações clínicas são caracterizadas pela excitação intelectual e motora, uma sensação de euforia, de otimismo, de facilidade, mas, ao mesmo tempo, existe uma diminuição do autocontrole e da vigilância, uma loquacidade anormal, propósitos inconsiderados, por vezes uma certa irritabilidade agressiva. Essa etapa representa muito bem um quadro de hipomania. Também não é difícil encontrar entre certos indivíduos a depressão. (FLAHERTY, 1995)

Após essa etapa inicial, os assuntos tendem a se tornar incoerentes. A critica torna - se muito enfraquecida ou nula.
As perturbações motoras são evidentes. Os distúrbios do humor são mais acentuados. O individuo se exalta, canta, grita. Existe uma hipoestesias geral e sensorial. (FLAHERTY, 1995)

Finalmente, o individuo cai. Não raro vomita, a respiração torna-se estertorosa, o hálito apresenta um odor aromático muito característico, que lembra o odor da acetona, os reflexos se mostram diminuídos, a anestesia se acentua e podemos observar a incontinência dos esfíncteres. (FLAHERTY, 1995)

A evolução se faz, após varias horas de sono comatoso, em direção ao despertar e ao retorno ao estado normal.

Excepcionalmente, quando a dose de álcool ingerida foi demasiado grande, ou se existia uma deficiência orgânica anterior, a embriaguez comatosa pode evoluir para um estado de choque e mesmo a morte. (FLAHERTY, 1995)

O conhecimento destes estados adquire uma importância considerável na prevenção dos acidentes da circulação e do trabalho, no rendimento no trabalho etc. (FLAHERTY, 1995)

Até um certo grau de alcoolemia a maior parte dos indivíduos não apresenta sintomas clínicos aparentes: é a fase infraclínica da intoxicação. Entretanto, as provas psicométricas mostram que a maioria dos indivíduos nessa etapa já não possuem todas as suas capacidades. (FLAHERTY, 1995)

A embriaguez patológica

1º A embriaguez excito-motora. É um raptus impulsivo, furioso, apenas anunciado por alguns pródromos: mal estar indefinido, cefaléias, angustia. O individuo entra subitamente no paroxismo de seu furor, quebra, briga, golpeia cegamente. A duração do acesso pode durar varias horas. Depois ele entra em coma. (FLAHERTY, 1995)

2º A embriaguez alucinatória. Essa forma caracteriza-se pelo aspecto dramático das alucinações visuais ou auditivas que a acompanham. O individuo encontra-se mergulhado em cenas freqüentemente trágicas, entremeadas intimamente com a realidade: alucinação de flagrante delito de infidelidade carnal, bandos ameaçadores ou injuriosos, com a possibilidade de reações impulsivas assassinas impulsivas. (FLAHERTY, 1995)

3º A embriaguez delirante. A embriaguez delirante é vivenciada como uma como tal, dando lugar a atos absurdos por vezes criminosos. Transformação da personalidade, o ébrio durante o período da embriaguez acredita-se o personagem de alto nível com o qual ele sonha e se comporta. (FLAHERTY, 1995)

Bioquímica da intoxicação alcoólica aguda

Após a ingestão, o álcool não só é absorvido ao nível do estomago, mas também, ainda mais rapidamente, ao nível do...

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