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A Água no Mundo

Trabalho enviado por: Max Tolentino de Moura e Silva

Data: 23/01/2005

A Utilização da Água no Mundo


Introdução

Neste início de século observam-se grandes mudanças de paradigmas no contexto da análise dos problemas sociais, econômicos e políticos no mundo, em função da premência de se encontrar soluções que viabilizem a sobrevivência das espécies. A água, antes pensada como recurso infinito, não pode mais ser enxergada desta forma, o que fica patente na leitura deste texto, que na medida do nosso conhecimento, fala sobre a importância da necessidade de um novo enfoque na abordagem deste problema, que se agrava a cada.

As mais diversas tecnologias estão disponíveis e a serviço do homem, que, no entanto exista em colocá-las em prática.

O assunto é de importância vital, complexo, multidisciplinar e requer, portanto nossa máxima atenção.


Objetivos

Expor a gravidade situação da água no mundo, diante da ameaça que paira sobre os seres vivos.

Levantar dados e pesquisar soluções relativas ao tema


Justificativa

Este trabalho objetiva externar a preocupação com os milhões de excluídos de todo o planeta, que padecem da falta de água e condições sanitárias, agravando a cada dia a situação de pobreza, conseqüência da desastrosa diferença na distribuição de renda, acentuada, sobretudo, a partir de sistemas políticos que, embora sejam capazes de enxergar a extensão do problema, pouco fazem, para enfrentá-lo.

Se tivéssemos que reunir todas as considerações aqui presentes em uma única palavra, não teríamos outra, senão aquela que deveríamos carregar pelo resto de nossas vidas: Ética.

1.1 Desenvolvimento

A Geografia da Água e o Panorama Mundial

A água existe na Terra nas fases sólida, líquida e gasosa, que estão ligadas entre si num ciclo fechado, conhecido como o ciclo da água.

Os primeiros astronautas que viram a Terra do espaço a denominaram o Planeta Azul, pois cerca de dois terços da sua superfície são cobertos pela água dos mares e oceanos.

A Água doce é fundamental para a manutenção da vida nos ecossistemas terrestres e, portanto, para a sobrevivência do homem na biosfera. Entretanto, apenas 2,59% do volume total de água existente na Terra é de água doce, sendo que mais de 99% estão sob a forma de gelo ou neve nas regiões polares ou em aqüíferos muito profundos. Do restante, quase metade está nos corpos dos animais e vegetais (biota), como umidade do solo e como vapor d'água na atmosfera, e a outra metade está disponível em rios e lagos.

Além disso, como o regime de chuvas varia muito entre as diferentes áreas de um mesmo continente e a população não está distribuída de forma homogênea, a disponibilidade de água doce per capita é bastante desigual nas várias regiões do planeta: desde níveis extremamente baixos, de 1.000 m3/ano per capita, até níveis muito elevados, superiores a 50.000 m3/ano. Variações climáticas periódicas podem agravar as secas, provocando morte e sofrimento humano, e também causar as enchentes, que são um dos piores desastres naturais em termos de vítimas e de danos vultosos às propriedades e aos solos agrícolas.

O crescimento populacional, particularmente nos países em desenvolvimento, e a maior demanda de água para usos agrícola e industrial, provocaram o aumento do consumo global de água de 1.060 Km3/ano para 4.130 Km3/ano nos últimos 50 anos.

Entre 1900 e 1995, o consumo total de água para as atividades humanas (agrícola, industrial, doméstica e outras) cresceu seis vezes, que é mais do que o dobro do crescimento da população mundial neste período. O aumento do consumo é maior nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos, em virtude do crescimento da população. As Nações Unidas prevêem a estabilização do crescimento populacional somente entre o final do Século 21 e o ano 2.110, mas mais de 90% deste crescimento ocorrerá nos países em desenvolvimento. Sem dúvida, a água será um recurso limitante no Século 21 e vai atingir mais severamente os países que estão se desenvolvendo.

Outros fatores preocupantes, além do crescimento demográfico, são a melhoria do nível de vida de parte da população (que terão acesso mais fácil à água) e o aumento da área irrigada e das atividades industriais.

Entre os diversos usos da água, a irrigação é a que apresenta o maior desperdício, pois cerca de metade da água utilizada para este fim não atinge as plantações, perdida pela infiltração no solo. Para se produzir uma tonelada de grãos são necessários mil toneladas de água, e para uma tonelada de arroz, duas mil toneladas de água. Além disso, sistemas de irrigação mal planejados e ou mal operados podem provocar a salinização e degradação dos solos. A melhoria da eficiência dos sistemas de irrigação é, portanto, uma das condições prioritárias para se atingir o desenvolvimento sustentável.

Embora a água seja um recurso renovável, sua quantidade é limitada: menos de 200 mil quilômetros cúbicos estão disponíveis em rios e lagos. Esta quantidade era suficiente em 1900, quando cerca de 2 bilhões de habitantes viviam no planeta. Agora, somos 6 bilhões, e como a água não está distribuída de forma proporcional à população existente, a quantidade de água disponível já chega perto do limite: 40% da população mundial já sofre de escassez de água. Imaginem como será o ano 2025, quando a mesma quantidade de água deverá atender 3 bilhões de pessoas a mais!

O suprimento global de água vai permanecer constante ou poder sofrer um pequeno acréscimo em virtude das mudanças climáticas - maior temperatura global gerando maior quantidade de vapor d'água. Temos que considerar, entretanto, a degradação ambiental provocada pelos desmatamentos, principalmente nas nascentes, e pela poluição dos recursos hídricos, provocada pelas atividades humanas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, analisando vários cenários de modelos globais de mudanças climáticas concluiu que, embora a disponibilidade de água global deva aumentar entre 6 e 12%, em algumas regiões a escassez de água poderá se agravar. Em cerca de metade da área do mundo, as precipitações pluviométricas serão maiores que hoje, particularmente no norte da Índia, da Rússia e América do Norte, mas reduções significativas vão acontecer nas regiões em desenvolvimento.

Como o regime de chuvas e a população não se distribuem homogeneamente, a disponibilidade de água per capita pode variar de 300 m3/ano, na Jordânia, a 120.000 m3/ano, no Canadá. A América do Sul e a América do Norte têm abundância, em contraste com a África Sub-Saariana e o Leste da Ásia, que sofrem de acentuada escassez de água. A redução da disponibilidade de água deverá ser sentida nos próximos anos, sendo que na África esta redução é de quase quatro vezes, seguida de perto pela América do sul e pela Ásia.

Países com disponibilidade de água entre 1.000 e 1.600 m3/ano per capita sofrem do que se chama stress hídrico e enfrentam sérios problemas em anos de seca. Países com disponibilidade menos que 1.000 m3/ano per capita são considerados escassos em água. Hoje, 28 países, com uma população total de 338 milhões de pessoas, enfrentam stress hídrico, a maior parte do Leste da Ásia e da África. Por volta de 2025, entre 46 e 52 países, com população total em torno de 3 bilhões de pessoas, poderão sofrer de stress hídrico e cerca de 23 estarão enfrentando escassez absoluta de água.

Os países situados em regiões áridas e semi-áridas como os do Oriente Médio, já enfrentam a crise da água há muitos anos, mas a percepção de uma crise mundial só agora está alcançando a consciência internacional. A principal diferença entre a crise do petróleo e a crise da água é que a crise da água deverá afetar mais seriamente os países em desenvolvimento, onde centenas de milhares de pessoas já estão morrendo e continuarão a morrer devido à falta de água limpa e às secas. Nos países mais pobres, a água poluída é a principal causa de muitas doenças, como a diarréia, que mata mais de 3 milhões de pessoas (principalmente crianças) por ano no mundo. Aliás, 80% de todas as doenças e mais de 33% das mortes nos países em desenvolvimento estão associadas à falta de água em quantidades adequadas. O PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) estima que cerca de 25.000 pessoas morrem por dia nos países em desenvolvimento, ou pela falta de água ou pela ingestão de água de má qualidade.

Para atendimento pleno da demanda futura de água para fins urbanos, com o aproveitamento de novas fontes, estima-se que seriam necessários investimentos da ordem de 11 a 14 bilhões de dólares por ano, durante os próximos 30 anos, o que significa o dobro da quantidade de recursos financeiros disponíveis para investimento em abastecimento doméstico durante os anos 80. Por tudo isto, recursos financeiros setoriais desta magnitude dificilmente estarão disponíveis.

O recursos hídricos internacionais (rios, lagos e aqüíferos subterrâneos compartilhados por dois ou mais países) são das poucas possibilidades futuras de desenvolvimento, através do seu gerenciamento integrado, fato que reforça a necessidade de cooperação crescente entre estes países, na medida em que a água for se tornando mais escassa.

As grandes cidades, particularmente as megalópoles, e as que estão crescendo rapidamente nos países em desenvolvimento, vão exigir, cada vez mais, enormes esforços para reduzir o déficit crônico de abastecimento de água esgotamento sanitário adequados. Muitas, como a Cidade do México, vão necessitar implantar um cuidadoso gerenciamento dos aqüíferos subterrâneos. Os violentos distúrbios provocados pela falta de água em Deli, Índia, em maior de 1993, são um bom exemplo do que poderá ocorrer nas nossas mega cidades num futuro próximo, se medidas urgentes não forem tomadas.

A escassez de água, que já foi motivo para muitas guerras no passado, pode, cada vez mais, agir como catalisador no conjunto de causas ligadas a qualquer conflito futuro. A questão mais importante neste século, para muitos países, pode ser o controle dos recursos hídricos. A comunidade internacional deve reconhecer a escassez de água como poderosa e crescente força de instabilidade social e política e atribuir à crise da água a prioridade devida na agenda política internacional.

1.2. O Fenômeno de Conurbação

Mais provavelmente, a grande batalha pela conservação da água será ganha ou perdida nas megacidades do mundo", segundo Klaus Toepfer, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, no 2o Fórum Mundial da Água, realizado em Haia, Holanda, em março de 2000.

São consideradas megacidades aquelas com mais de 10 milhões de habitantes. Existem 23 megacidades no mundo, 18 das quais localizadas em países em desenvolvimento, São Paulo entre elas. A cada ano, somam-se 60 milhões de novos habitantes a estas megacidades, seja por migração (cujo ritmo tem diminuído) ou pelo crescimento vegetativo. Com isso, crescem exponencialmente as demandas por água e os problemas decorrentes da superexploração, poluição ou má gestão desses recursos hídricos.

De acordo com Toepfer, metade das cidades européias já explora águas subterrâneas acima da sua capacidade de reposição natural e diverso países têm sérias dificuldades com a poluição destes aqüíferos. A salinização é outro problema grave e atinge severamente Bancoc, por exemplo. E chega a ser assustadora a conseqüência da superexploração das águas subterrâneas na Cidade do México, que está literalmente afundando devido à retirada excessiva da água do subsolo.

O Brasil, com exceção do semi-árido nordestino, não sofre de escassez de água, mas tem sérios problemas com a poluição industrial, agrícola e, sobretudo, com a falta de saneamento e o conseqüente despejo de esgotos in natura nos cursos d'água.

"Até 2025, cerca de 5 bilhões de pessoas estarão vivendo em cidades", acrescentou o diretor do PNUMA. "Isso significa que qualquer solução para a crise da água está intimamente ligada à...

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