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Título: A Proteção Social

1 INTRODUÇÃO O nascedouro foi em 1883, na Alemanha com o Chanceler Bismarck. Foi um marco tanto da Seguridade Social como da Previdência Social (primeiro sistema escrito de previdência social – seguro social). A forma de contribuição ou custeio para…


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A História da Medicina

Trabalho enviado por: Flávia de Moura Dutra Franco

Data: 22/04/2003

 

A importância do estudo da História Geral

"É no estudo do passado das sociedades, buscando resgatar e compreender suas realizações, que descobriremos as motivações e os efeitos das transformações pelas quais passou a humanidade, reunindo, assim, os elementos que ajudam a explicar nossa atualidade." Cláudio Vicentino


Cronologia histórica

Para uma melhor compreensão dos fatos históricos, utilizaremos um modelo didático conhecido como periodização da história. O fluxo histórico, todavia, é contínuo e sem interrupções, servindo a divisão do tempo em períodos aos propósitos de cada historiador. Assim, em nosso estudo, adotaremos a seguinte cronologia histórica:

Pré-história – Idade Antiga – Idade Média – Idade Moderna – Idade Contemporânea

A pré-história corresponde à primeira etapa da evolução humana, iniciando-se com o surgimento dos primeiros hominídeos (Australopithecus) há cerca de 4 milhões de anos e estendendo-se até o aparecimento da escrita, por volta de 4000 a.C.

Período Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) – até 10000 a.C.:

O homem pré-histórico vivia em bandos que moravam em cavernas ou nas copas das árvores. Sua subsistência alimentar estava baseada no extrativismo vegetal (frutos, brotos e raízes), na caça e na pesca.

Neste período deu-se a descoberta e o controle do fogo, permitindo aquecimento contra o frio, defesa contra o ataque de certos animais e uma melhor preparação dos alimentos.

Período Neolítico (Idade da Pedra Polida) – de 10000 a 4000 a.C.:

Caracterizado pelo desenvolvimento da agricultura e domesticação de animais. Inicia-se a criação de aldeias e formação das primeiras famílias (tribos). Surgem as habitações de madeira, de barro e as tendas de couro.

A partir do domínio da fundição de certos metais, como cobre, bronze e ferro, o homem passou a substituir os utensílios de pedra e madeira pelos feitos de metal.

Registra-se o surgimento de formas rudimentares de escrita (desenhos e símbolos).

Idade Antiga (4000 a.C. – 476): iniciando-se aproximadamente em 4000 a.C., com o advento da escrita, e estendendo-se até a queda do Império Romano no ano 476. Durante esta fase encontramos as estruturas da servidão coletiva, típicas do Oriente e as estruturas escravistas do Ocidente clássico.

Antigüidade Oriental: A civilização egípcia; as civilizações da mesopotâmia (sumerianos, acadianos, Império Babilônico e Império Assírio); a civilização dos hebreus; a civilização fenícia e a civilização medo-persa.

Antigüidade Clássica: A civilização grega; a civilização romana.

Idade Média (476 – 1453): iniciando-se em 476 e estendendo-se até 1453, quando terminou a Guerra dos Cem Anos, na Europa, e a cidade de Constantinopla caiu em mãos dos turcos otomanos. Durante o período medieval prevaleceu a estrutura socioeconômica feudal no Ocidente.

Fatos históricos relevantes: O sistema feudal. A Igreja Católica. As invasões bárbaras e o Império Romano do Oriente. A expansão árabe. A expansão do comércio. A urbanização e o crescimento demográfico. A cultura medieval européia: educação, filosofia, literatura, música, arquitetura e ciências.

Idade Moderna (1453 – 1789): iniciando-se em 1453 e estendendo-se até 1789, quando teve início a Revolução Francesa. Durante esta época, consolidou-se progressivamente uma nova estrutura socioeconômica que ainda conservava poderosos resquícios da ordem feudal medieval. Esta estrutura é comumente denominada capitalismo comercial.

Fatos históricos relevantes: O mercantilismo: a expansão marítima e a Revolução Comercial. O Renascimento: artes e ciências. A Reforma religiosa. O Estado moderno: o absolutismo. O mundo colonial. O Iluminismo e o liberalismo político. A queda do Antigo Regime. A independência dos Estados Unidos da América.

Idade Contemporânea (1789 – até hoje): iniciando-se em 1789 e estendendo-se até os nossos dias. Em nosso século, o capitalismo atingiu a sua maturidade e plena dinamização, alcançando progressivamente sua globalização.

Fatos históricos relevantes (século XVIII): A Revolução Francesa. A era napoleônica. A Revolução Industrial. O liberalismo econômico e as novas doutrinas sociais.

Fatos históricos relevantes (século XIX): A hegemonia política e econômica da Europa Ocidental (França e Inglaterra). A independência da América espanhola e do Brasil. O neocolonialismo. O imperialismo na África, na Ásia e na Oceania.

Fatos históricos relevantes (século XX): A Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A Revolução Russa (1917): o governo de Lênin (1917-24) e o governo de Stálin (1924-53). A crise econômica de 1929. Os regimes totalitários: nazismo e fascismo. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A Guerra Fria. O socialismo na China e em Cuba. A nova ordem econômica internacional: a globalização.


A medicina antiga (pré-história)

Na pré-história encontraremos um homem vivendo em íntimo contato com a natureza, com desenvolvimento intelectual incompleto e modo de vida primitivo. A convivência com o mundo – animais predadores, fenômenos naturais e certas doenças – era geradora de enorme tensão, sendo a sobrevivência a principal preocupação dos diversos agrupamentos de hominídeos.


As doenças eram vistas como forças desconhecidas, sobrenaturais; as constantes ameaças naturais geravam uma enorme tensão, um grande medo das doenças e da própria morte.

Há algumas evidências na paleontologia e na antropologia que permitem-nos concluir que a medicina pré-histórica evoluiu de práticas mágicas, instintivas e empíricas.

O uso de rituais mágicos estava baseado na crença de que os demônios da natureza eram os responsáveis pelos inúmeros males e pelas mortes.

Encontrados crânios pré-históricos com orifícios de trepanação: orifícios de diferentes formas e tamanhos; às vezes vários orifícios em um único crânio.

Na França: escavações na gruta de Les Trois Frères encontraram diversas gravuras de homens com cabeças de animais (veados) – ritual para afastar os maus espíritos?

Enfim, a história da medicina estava estreitamente ligada à da religião – finalidade comum: a defesa do indivíduo contra as forças do mal (demônios, maus espíritos).


A medicina na Mesopotâmia

 

1. Aspectos históricos, geográficos e culturais.

1.1. Civilizações da Mesopotâmia:

Sumérios (4000 a.C. – 2000 a.C.)

Assírios e babilônios (2000 a.C. – 1580 a.C.)

1.2. Localização:

Norte da Península Arábica. Vale de Ur (Iraque).

Golfo Pérsico => Rios Tigre e Eufrates.

1.3. Economia, sociedade e cultura:

Economia baseada na agricultura irrigada, artesanato com metais finos e comércio.

Cidades-Estados, onde deus era o proprietário da cidade, o sumo-sacerdote seu administrador e todos os habitantes eram seus servos.

Sacerdotes com funções religiosas e administrativas.

Religião: politeísta (muitos deuses e demônios).

Cultura: astrologia (calendário solar e cronologia/horas). Leis codificadas.

2. A medicina dos sumérios

A medicina da civilização suméria baseava-se na astrologia (magia e empirismo).

Os astros governavam as estações; as estações determinavam as doenças.

O sangue continha toda a força vital do organismo. O fígado era o centro de distribuição do sangue.

O fígado era o órgão mais importante do corpo humano; sede da alma. Eles faziam adivinhações utilizando-se de fígados de animais.

3. A medicina dos assírios e babilônios

A astronomia e a astrologia tornaram-se mais importantes, pois serviam para que o rei pudesse conhecer e seguir as orientações dos deuses.

Demônios: Nergal (demônio da morte e da destruição) e Nasutar (demônio das pestes).

Divindades curadoras: Ninib, Gula e Ninazu (símbolo: cajado e serpente).

Astronomia (racional e científica) e astrologia (mágica e ritualística) => suportes para a arte-ciência médica da época. A prática médica era prerrogativa dos sacerdotes.

As cirurgias deviam ser praticadas pelos homens do povo.

Código de Hamurábi (1948-1904 a.C.) =>à dispunha sobre a responsabilidade civil e penal dos médicos e determinava acerca dos honorários.

Os sacerdotes deviam prestar contas com os deuses; os cirurgiões perante o Estado.

Os médicos assírios e babilônios eram astutos observadores da natureza: contribuíram com importantes avanços para a medicina empírica.

Os médicos assírios usavam medicamentos sob diferentes formas: comprimidos, pílulas, pós e enemas, pessários e supositórios.

O prognóstico do doente era decidido por meio de adivinhações e de augúrios baseados no exame do fígado de carneiro. Doente soprava nas narinas do animal que depois teria seu fígado examinado. Eram também utilizadas as análises de sangue, urina e saliva do doente.

Conheciam doenças dos olhos e ouvidos, reumatismo, doenças cardíacas e doenças venéreas.


A medicina no Egito



1. Aspectos históricos, geográficos e culturais.

1.1. Período de auge da civilização:

  • Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.)
  • Médio Império (2300 a.C. – 1580 a.C.)
  • Novo Império (1580 a.C. – 525 a.C.)

1.2. Localização:

  • Nordeste da África. Região desértica do Vale do Rio Nilo.
  • Heródoto (historiador grego): "O Egito é uma dádiva do Nilo".

1.3. Economia, sociedade e cultura:

Economia baseada na agricultura (trigo, cevada, algodão, papiro, linho), na criação de animais (cabras, carneiros e gansos) e na pesca. Outras fontes: construção de barcos; produção de tecidos e vidros.

Aristocracia e classes: Faraó e sua ampla família real => os sacerdotes => os nobres => os funcionários públicos (escribas) => camponeses. Novo Império: soldados e escravos.

Religião: politeísta e antropozoomórfica. Sociedade monogâmica.

A religião tinha uma grande influência na vida cotidiana: política e jurídica.

Cultura: matemática, astrologia (calendário solar), arquitetura e escultura.

2. A medicina egípcia

A medicina egípcia era fortemente influenciada pela religião (magia e crenças).

Acreditavam na imortalidade da alma => vida após a morte.

Os egípcios tinham elementar conhecimento de anatomia humana. A técnica de embalsamar era uma prova deste conhecimento. O embalsamamento era destinado tão somente aos nobres e reis. Anubis era descrito como o Deus dos Embalsamadores – a ele caberia a função de preparar os corpos que deveriam estar conservados para que a alma imortal dele fizesse uso na outra vida.

Múltiplos deuses: Amon-Rá (deus sol); Re (deus da vida); Osíris (deus da morte).

O médico egípcio era um homem de cultura e erudição. Havia hierarquia entre os médicos. Homens e mulheres podiam exercer a medicina.

Os médicos podiam ser remunerados por meio de presentes. Os médicos da família real e dos nobres tinham assegurado os seus sustento; aqueles que trabalhavam nos templos recebiam de acordo com o orçamento do templo.

O médico egípcio mais famoso foi Imhotep: arquiteto e médico do Rei Zozer (3150 a.C.). Ele foi também sacerdote, escriba, astrônomo e grão-vizir. Responsável pela construção da primeira pirâmide de Sakkara.

Para a medicina egípcia a função vital do organismo estava na respiração e na circulação. O coração era o centro do corpo humano.

A prática médica dividia-se em duas escolas: a empírica, cara e reservada aos ricos e à família real; a mágico-ritualística, barata e popular.

A prática médica era dividida em inúmeras especialidades, de acordo com um órgão ou função orgânica determinada. Assim, tínhamos os especialistas dos olhos, dos dentes, do coração, dos intestinos. Curiosidades: 1) Um dos postos mais importantes e cobiçados era o de "Abridor do Crânio do Faraó". 2) O médico Irj (2.500 a.C.) é descrito como tendo sido o "Guardião do Ânus Real" – um excelente proctologista!

Utilizavam remédios variados: mel, cerveja, frutas e especiarias, ópio, produtos de origem animal (gordura, sangue, excrementos), sal e antimônio.

As cirurgias incluíam, dentre outras práticas, as drenagens de abscessos e furúnculos, a extirpação de tumores e a trepanação.

 

 

 

A importância do estudo da História Geral

"É no estudo do passado das sociedades, buscando resgatar e compreender suas realizações, que descobriremos as motivações e os efeitos das transformações pelas quais passou a humanidade, reunindo, assim, os elementos que ajudam a explicar nossa atualidade." Cláudio Vicentino


Cronologia histórica

Para uma melhor compreensão dos fatos históricos, utilizaremos um modelo didático conhecido como periodização da história. O fluxo histórico, todavia, é contínuo e sem interrupções, servindo a divisão do tempo em períodos aos propósitos de cada historiador. Assim, em nosso estudo, adotaremos a seguinte cronologia histórica:

Pré-história – Idade Antiga – Idade Média – Idade Moderna – Idade Contemporânea

A pré-história corresponde à primeira etapa da evolução humana, iniciando-se com o surgimento dos primeiros hominídeos (Australopithecus) há cerca de 4 milhões de anos e estendendo-se até o aparecimento da escrita, por volta de 4000 a.C.

Período Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) – até 10000 a.C.:

O homem pré-histórico vivia em bandos que moravam em cavernas ou nas copas das árvores. Sua subsistência alimentar estava baseada no extrativismo vegetal (frutos, brotos e raízes), na caça e na pesca.

Neste período deu-se a descoberta e o controle do fogo, permitindo aquecimento contra o frio, defesa contra o ataque de certos animais e uma melhor preparação dos alimentos.

Período Neolítico (Idade da Pedra Polida) – de 10000 a 4000 a.C.:

Caracterizado pelo desenvolvimento da agricultura e domesticação de animais. Inicia-se a criação de aldeias e formação das primeiras famílias (tribos). Surgem as habitações de madeira, de barro e as tendas de couro.

A partir do domínio da fundição de certos metais, como cobre, bronze e ferro, o homem passou a substituir os utensílios de pedra e madeira pelos feitos de metal.

Registra-se o surgimento de formas rudimentares de escrita (desenhos e símbolos).

Idade Antiga (4000 a.C. – 476): iniciando-se aproximadamente em 4000 a.C., com o advento da escrita, e estendendo-se até a queda do Império Romano no ano 476. Durante esta fase encontramos as estruturas da servidão coletiva, típicas do Oriente e as estruturas escravistas do Ocidente clássico.

Antigüidade Oriental: A civilização egípcia; as civilizações da mesopotâmia (sumerianos, acadianos, Império Babilônico e Império Assírio); a civilização dos hebreus; a civilização fenícia e a civilização medo-persa.

Antigüidade Clássica: A civilização grega; a civilização romana.

Idade Média (476 – 1453): iniciando-se em 476 e estendendo-se até 1453, quando terminou a Guerra dos Cem Anos, na Europa, e a cidade de Constantinopla caiu em mãos dos turcos otomanos. Durante o período medieval prevaleceu a estrutura socioeconômica feudal no Ocidente.

Fatos históricos relevantes: O sistema feudal. A Igreja Católica. As invasões bárbaras e o Império Romano do Oriente. A expansão árabe. A expansão do comércio. A urbanização e o crescimento demográfico. A cultura medieval européia: educação, filosofia, literatura, música, arquitetura e ciências.

Idade Moderna (1453 – 1789): iniciando-se em 1453 e estendendo-se até 1789, quando teve início a Revolução Francesa. Durante esta época, consolidou-se progressivamente uma nova estrutura socioeconômica que ainda conservava poderosos resquícios da ordem feudal medieval. Esta estrutura é comumente denominada capitalismo comercial.

Fatos históricos relevantes: O mercantilismo: a expansão marítima e a Revolução Comercial. O Renascimento: artes e ciências. A Reforma religiosa. O Estado moderno: o absolutismo. O mundo colonial. O Iluminismo e o liberalismo político. A queda do Antigo Regime. A independência dos Estados Unidos da América.

Idade Contemporânea (1789 – até hoje): iniciando-se em 1789 e estendendo-se até os nossos dias. Em nosso século, o capitalismo atingiu a sua maturidade e plena dinamização, alcançando progressivamente sua globalização.

Fatos históricos relevantes (século XVIII): A Revolução Francesa. A era napoleônica. A Revolução Industrial. O liberalismo econômico e as novas doutrinas sociais.

Fatos históricos relevantes (século XIX): A hegemonia política e econômica da Europa Ocidental (França e Inglaterra). A independência da América espanhola e do Brasil. O neocolonialismo. O imperialismo na África, na Ásia e na Oceania.

Fatos históricos relevantes (século XX): A Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A Revolução Russa (1917): o governo de Lênin (1917-24) e o governo de Stálin (1924-53). A crise econômica de 1929. Os regimes totalitários: nazismo e fascismo. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A Guerra Fria. O socialismo na China e em Cuba. A nova ordem econômica internacional: a globalização.


A medicina antiga (pré-história)

Na pré-história encontraremos um homem vivendo em íntimo contato com a natureza, com desenvolvimento intelectual incompleto e modo de vida primitivo. A convivência com o mundo – animais predadores, fenômenos naturais e certas doenças – era geradora de enorme tensão, sendo a sobrevivência a principal preocupação dos diversos agrupamentos de hominídeos.


As doenças eram vistas como forças desconhecidas, sobrenaturais; as constantes ameaças naturais geravam uma enorme tensão, um grande medo das doenças e da própria morte.

Há algumas evidências na paleontologia e na antropologia que permitem-nos concluir que a medicina pré-histórica evoluiu de práticas mágicas, instintivas e empíricas.

O uso de rituais mágicos estava baseado na crença de que os demônios da natureza eram os responsáveis pelos inúmeros males e pelas mortes.

Encontrados crânios pré-históricos com orifícios de trepanação: orifícios de diferentes formas e tamanhos; às vezes vários orifícios em um único crânio.

Na França: escavações na gruta de Les Trois Frères encontraram diversas gravuras de homens com cabeças de animais (veados) – ritual para afastar os maus espíritos?

Enfim, a história da medicina estava estreitamente ligada à da religião – finalidade comum: a defesa do indivíduo contra as forças do mal (demônios, maus espíritos).


A medicina na Mesopotâmia

 

1. Aspectos históricos, geográficos e culturais.

1.1. Civilizações da Mesopotâmia:

Sumérios (4000 a.C. – 2000 a.C.)

Assírios e babilônios (2000 a.C. – 1580 a.C.)

1.2. Localização:

Norte da Península Arábica. Vale de Ur (Iraque).

Golfo Pérsico => Rios Tigre e Eufrates.

1.3. Economia, sociedade e cultura:

Economia baseada na agricultura irrigada, artesanato com metais finos e comércio.

Cidades-Estados, onde deus era o proprietário da cidade, o sumo-sacerdote seu administrador e todos os habitantes eram seus servos.

Sacerdotes com funções religiosas e administrativas.

Religião: politeísta (muitos deuses e demônios).

Cultura: astrologia (calendário solar e cronologia/horas). Leis codificadas.

2. A medicina dos sumérios

A medicina da civilização suméria baseava-se na astrologia (magia e empirismo).

Os astros governavam as estações; as estações determinavam as doenças.

O sangue continha toda a força vital do organismo. O fígado era o centro de distribuição do sangue.

O fígado era o órgão mais importante do corpo humano; sede da alma. Eles faziam adivinhações utilizando-se de fígados de animais.

3. A medicina dos assírios e babilônios

A astronomia e a astrologia tornaram-se mais importantes, pois serviam para que o rei pudesse conhecer e seguir as orientações dos deuses.

Demônios: Nergal (demônio da morte e da destruição) e Nasutar (demônio das pestes).

Divindades curadoras: Ninib, Gula e Ninazu (símbolo: cajado e serpente).

Astronomia (racional e científica) e astrologia (mágica e ritualística) => suportes para a arte-ciência médica da época. A prática médica era prerrogativa dos sacerdotes.

As cirurgias deviam ser praticadas pelos homens do povo.

Código de Hamurábi (1948-1904 a.C.) =>à dispunha sobre a responsabilidade civil e penal dos médicos e determinava acerca dos honorários.

Os sacerdotes deviam prestar contas com os deuses; os cirurgiões perante o Estado.

Os médicos assírios e babilônios eram astutos observadores da natureza: contribuíram com importantes avanços para a medicina empírica.

Os médicos assírios usavam medicamentos sob diferentes formas: comprimidos, pílulas, pós e enemas, pessários e supositórios.

O prognóstico do doente era decidido por meio de adivinhações e de augúrios baseados no exame do fígado de carneiro. Doente soprava nas narinas do animal que depois teria seu fígado examinado. Eram também utilizadas as análises de sangue, urina e saliva do doente.

Conheciam doenças dos olhos e ouvidos, reumatismo, doenças cardíacas e doenças venéreas.


A medicina no Egito



1. Aspectos históricos, geográficos e culturais.

1.1. Período de auge da civilização:

  • Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.)
  • Médio Império (2300 a.C. – 1580 a.C.)
  • Novo Império (1580 a.C. – 525 a.C.)

1.2. Localização:

  • Nordeste da África. Região desértica do Vale do Rio Nilo.
  • Heródoto (historiador grego): "O Egito é uma dádiva do Nilo".

1.3. Economia, sociedade e cultura:

Economia baseada na agricultura (trigo, cevada, algodão, papiro, linho), na criação de animais (cabras, carneiros e gansos) e na pesca. Outras fontes: construção de barcos; produção de tecidos e vidros.

Aristocracia e classes: Faraó e sua ampla família real => os sacerdotes => os nobres => os funcionários públicos (escribas) => camponeses. Novo Império: soldados e escravos.

Religião: politeísta e antropozoomórfica. Sociedade monogâmica.

A religião tinha uma grande influência na vida cotidiana: política e jurídica.

Cultura: matemática, astrologia (calendário solar), arquitetura e escultura.

2. A medicina egípcia

A medicina egípcia era fortemente influenciada pela religião (magia e crenças).

Acreditavam na imortalidade da alma => vida após a morte.

Os egípcios tinham elementar conhecimento de anatomia humana. A técnica de embalsamar era uma prova deste conhecimento. O embalsamamento era destinado tão somente aos nobres e reis. Anubis era descrito como o Deus dos Embalsamadores – a ele caberia a função de preparar os corpos que deveriam estar conservados para que a alma imortal dele fizesse uso na outra vida.

Múltiplos deuses: Amon-Rá (deus sol); Re (deus da vida); Osíris (deus da morte).

O médico egípcio era um homem de cultura e erudição. Havia hierarquia entre os médicos. Homens e mulheres podiam exercer a medicina.

Os médicos podiam ser remunerados por meio de presentes. Os médicos da família real e dos nobres tinham assegurado os seus sustento; aqueles que trabalhavam nos templos recebiam de acordo com o orçamento do templo.

O médico egípcio mais famoso foi Imhotep: arquiteto e médico do Rei Zozer (3150 a.C.). Ele foi também sacerdote, escriba, astrônomo e grão-vizir. Responsável pela construção da primeira pirâmide de Sakkara.

Para a medicina egípcia a função vital do organismo estava na respiração e na circulação. O coração era o centro do corpo humano.

A prática médica dividia-se em duas escolas: a empírica, cara e reservada aos ricos e à família real; a mágico-ritualística, barata e popular.

A prática médica era dividida em inúmeras especialidades, de acordo com um órgão ou função orgânica determinada. Assim, tínhamos os especialistas dos olhos, dos dentes, do coração, dos intestinos. Curiosidades: 1) Um dos postos mais importantes e cobiçados era o de "Abridor do Crânio do Faraó". 2) O médico Irj (2.500 a.C.) é descrito como tendo sido o "Guardião do Ânus Real" – um excelente proctologista!

Utilizavam remédios variados: mel, cerveja, frutas e especiarias, ópio, produtos de origem animal (gordura, sangue, excrementos), sal e antimônio.

As cirurgias incluíam, dentre outras práticas, as drenagens de abscessos e furúnculos, a extirpação de tumores e a trepanação.

 

 

A medicina grega

 

Aspectos históricos e culturais da Grécia antiga.

Localização:

Sudeste da Europa, entre o mar Egeu e o Mediterrâneo.

A Grécia antiga abrangia o sul da península Balcânica (Grécia européia ou continental), as ilhas do mar Egeu (Grécia insular) e o litoral da Ásia Menor (Grécia asiática). A partir do século VIII a.C., o território da Grécia européia foi ampliado com a fundação de diversas colônias no Mediterrâneo ocidental, principalmente no sul da Itália, que passou a chamar-se Magna Grécia.

Sociedade:

Organização da polis =>cidades-estados. Esparta, Atenas, Corinto, Éfeso e Mileto.

Sociedade patriarcal: indivíduos => genos (famílias) => fratria => tribos => demos.

Formas de governo: monarquias, oligarquias e democracias.

Religião: politeísta e antropomórfica. As principais divindades eram: Zeus, o senhor de todos os deuses; Hera, a esposa de Zeus – protetora das mulheres e do casamento; Atena, filha de Zeus e de Hera – protetora das artes e da sabedoria; Apolo, também filho de Zeus e de Hera – deus da luz e da beleza masculina; Artemis, deusa da caça e da justiça; Hermes, mensageiro dos deuses e deus do comércio; Afrodite, deusa do amor e da beleza feminina. Heróis divinizados ou semideuses: Hércules, famoso por sua força descomunal; Teseu, que matou o Minotauro do palácio de Creta, libertando Atenas; Perseu, que matou a Medusa, monstro que transformava em pedra todos que a olhavam; Édipo, o decifrador do segredo da esfinge, que subjugava Tebas.

Cultura:

A herança cultural deixada pelos gregos foi muito rica e influenciou toda a civilização ocidental. Os gregos valorizavam muito a beleza e a coragem.

Artes: arquitetura, escultura e música.

Teatro: comédia e tragédia; as máscaras (persona); Ésquilo => criador do gênero tragédia – Os persas, Os sete contra Tebas e Prometeu acorrentado; Sófocles => Édipo- Rei, Antígona e Electra; Aristófanes => comédias – As vespas, As nuvens, As rãs; Eurípedes => Medéia, As troianas, As bacantes, dentre outras.

História: Heródoto ("Pai da História") – prosador das Guerras Médicas. Outros historiadores famosos: Xenofonte e Tusídides.

Poesia: Homero => Ilíada: sobre a guerra de Tróia (Ílion, em grego); Odisséia: conta as viagens do herói grego Ulisses (Odisseu, em grego).

Filosofia: philo (amizade) e sophia (sabedoria) => filósofo = amigo do saber. Alguns filósofos importantes: Tales de Mileto, Anaxímenes, Anaximandro, Pitágoras, Protágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles.

Ciências: matemática, geometria, lógica, botânica e medicina.


A medicina grega

No início da civilização grega sua medicina sofreu enorme influência dos egípcios e babilônios. Os gregos utilizaram-se da matemática egípcia e da astronomia babilônica para fundamentar a filosofia e a lógica da medicina grega.

Acreditavam na influência dos deuses nas questões relativas à vida e à morte, sendo a doença vista, inicialmente, como um castigo dos deuses. Na religião grega os mortais estavam fadados a morrer, não havia promessa de vida eterna.

A medicina grega baseada na mitologia identificava a cura a diversas divindades. Não apenas Apolo, Artemis, Atena e Afrodite, mas também os deuses do submundo eram capazes de curar ou evitar doenças. O culto a Esculápio parece ter evoluído dessas entidades, pois o seu símbolo, a serpente, é uma representação antiga das forças do submundo da magia e um sinal sagrado do deus da cura entre as tribos semitas da Ásia Menor.

De acordo com a lenda, Esculápio foi filho de Apolo com uma jovem terrestre; Apolo determinou que o centauro Quíron fosse o tutor e seu professor na arte de curar. Quíron era o mais sábio dos centauros e um excelente cirurgião. Em vários momentos a Mitologia se mistura com a História, restando a dúvida de que Esculápio tenha de fato existido; um médico humano e de enorme capacidade profissional.

Esculápio possuía duas filhas que o auxiliavam na arte de curar: Panacéia – versada em conhecimentos sobre todos os remédios da terra, capaz de curar qualquer doença humana. Hígia (ou Higéia) – responsável pelo bem-estar social, pela manutenção da saúde e prevenção das doenças; cuidava da higiene e da saúde pública.

Nos templos destinados a Esculápio realizavam-se os rituais de cura. Os mais famosos ficavam em Epidauro, Cnido, Cós, Atenas, Cirene e Pérgamo, sendo visitados ainda no século V d.C. Quando os tratamentos feitos por médicos leigos falhavam, as pessoas procuravam auxílios nesses santuários. O tratamento era constituído de banhos e jejum. Drogas (poções) eram empregadas para relaxar e adormecer os doentes. As curas deveriam acontecer durante o sono do paciente, que ao acordar deveria relatar seus sonhos. Antes da saída do templo o doente fazia uma oferenda em dinheiro ou objetos de valor e deixava o registro de sua cura numa placa a ser exposta na entrada dos templo, a fim de divulgar os sucessos alcançados.

Foi o culto a Esculápio que despertou nos gregos o interesse em reconhecer a importância que a esperança e a ansiedade do paciente tinham para sua cura. Aqui estávamos diante dos primórdios da psicoterapia ou da medicina psicossomática.

A filosofia representou enorme influência na medicina grega, por seu caráter inquisidor e racional. A escola filosófica de Pitágoras (580-489 a.C.), sediada na cidade de Crotona (Itália meridional), proporcionou os fundamentos para a medicina científica.

O médico mais famoso da escola de Crotona foi Alcmeon, um jovem contemporâneo de Pitágoras que deu as bases científicas à medicina grega. Era um mestre da anatomia e da fisiologia – descobriu os nervos ópticos, a trompa de...

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