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A Fisioterapia em Crianças com Síndrome de Down

Trabalho enviado por: Ana Luísa Santana Portugal

Data: 22/04/2003

Síndrome de Down

1 – INTRODUÇÃO

1.1 Considerações Iniciais:

Até recentemente, as pessoas com Síndrome de Down no Brasil não tinham experiências de vida que permitissem o completo desenvolvimento físico e mental.

Em 1958, o geneticista Jerome Lejeune conseguiu identificar o cromossomo excedente, e percebeu que este se ligava ao par 21, daí o termo trissomia do 21. Até então, os portadores da trissomia do 21 eram conhecidos por mongolóides. Essa denominação começou a ser usada a partir de 1866, quando o médico John Longdon Down, descreveu as características do portador da trissomia do 21.

A cada 500 crianças nascidas vivas, uma nasce portadora de Síndrome de Down. É um fato absolutamente acidental e pode acontecer até mesmo em mulheres jovens, sem que exista nenhum caso na família.

Entre os problemas de saúde na infância das crianças com Síndrome de Down, destaca-se pela freqüência, a pneumonia. A maioria tem etiologia viral e localização alta, comprometendo o estado geral e tornando as crianças suscetíveis a pneumonias bacterianas.

A criança portadora da Síndrome de Down é hiper secretora, e em conseqüência de sua postura tem o diafragma muito débil tornando-se pré-disposta a infecções respiratórias.

Uma das características principais da Síndrome de Down que afeta diretamente o desenvolvimento psicomotor é a hipotonia geralizada, presente desde o nascimento.

As crianças com maior comprometimento da saúde em virtude de alterações congênitas e pré-disposições características da síndrome. Este comprometimento pode afetar o coração, os pulmões, a coluna cervical, a produção de hormônio, a visão e a audição.

É importante que a criança com Síndrome de Down receba estimulação para se desenvolver desde o nascimento.

A movimentação ativa, a coordenação viso-motora e o equilíbrio para o controle de cabeça e tronco devem ser estimulados por um fisioterapeuta.

Atualmente existem exames que podem ser realizados para a detecção de alterações no feto. Acusando a Trissomia do 21, a aminiocentese, a amostra de viro colial e a cordocentese.

Embora a maioria das gestações resulte em bebês normais, com a realização de uma ultra-sonografia pode-se verificar um possível comprometimento do feto pela Síndrome de Down. Esse exame é feito entre a 11ª e a 13ª semanas de gestação, ocasião em que se mede em milímetros, na região da nuca do feto, o espaço entre a pele e a coluna. Quando esse espaço é muito grande há uma suspeita de que o bebê possa ter, entre outras doenças, Síndrome de Down.

A criança com Síndrome de Down tem o desenvolvimento mais lento do que as outras crianças. Isso não pode ser determinado ao nascimento. Precisa de um trabalho de estimulação desde que nasce para desenvolver todo seu potencial.

Existem três tipos de Síndrome de Down:

  • A Trissomia simples: a pessoa possui 47 cromossomos em todas as células.
  • A translocação: o cromossomo extra do par 21 fica "grudado"em outro cromossomo.
  • O mosaico: a alteração genética compromete apenas parte das células.

Ainda não se conhece a causa dessa alteração genética, sabe-se que não existe responsabilidade do pai ou da mãe para que ela ocorra. Sabe-se também que os problemas ocorridos durante a gravidez como: fortes emoções, quedas, uso de medicamentos ou drogas, não são causadores da Síndrome de Down, pois esta já esta presente logo na união do espermatozóide( célula do pai) com o óvulo( célula da mãe).

Há sinais físicos que acompanham, em geral, a Síndrome de Down, e por isso, ajudam a fazer o diagnóstico. Os principais sinais físicos são a hipotonia muscular, flexibilidade exagerada, abertura das pálpebras inclinada com a parte externa mais elevada, olhos amendoados tipo dos orientais, língua profusa( para fora da boca), prega única nas palmas das mãos, nos pés a um intervalo anormal entre os dedos, principalmente entre o primeiro e o segundo dedo, uma das mais importantes é o retardo mental, achatamento do occipital, má formação cardíaca, desenvolvimento anormal do intestino.

É preciso enfatizar que nem toda criança com Síndrome de Down exibe todas as características anteriormente citadas. Além disso algumas características são mais acentuadas em algumas crianças do que em outras. Algumas das características das crianças com Síndrome de Down modificam no decorrer do tempo.

1.2 Questões norteadoras da pesquisa:

  • Em que o profissional fisioterapeuta pode ajudar no processo de desenvolvimento da criança com Síndrome de Down?
  • Como é formada a equipe multidisciplinar que trabalha junto a portadores de Síndrome de Down?
  • Com que idade pode-se iniciar o trabalho de fisioterapia nessas crianças?
  • As crianças que recebem tratamento fisioterápico têm uma sobrevida maior do que as que não recebem?
  • As crianças com Síndrome de Down podem vir a adquirir sua própria independência?

1.3 Objetivos da pesquisa:

  • Analisar as possibilidades de tratamento no processo de desenvolvimento na criança com Síndrome de Down;
  • Indicar qual o grupo de profissionais e quais os critérios utilizados para formar equipe para trabalho junto aos portadores de Síndrome de Down;
  • Indicar a idade em que pode ser iniciado o tratamento fisioterápico na criança com Síndrome de Down;
  • Averiguar se crianças com Síndrome de Down que recebem o tratamento fisioterápico têm mais possibilidades de alcançar a fase adulta do que as crianças que não recebem;
  • Verificar se crianças com Síndrome de Down podem conseguir sua independência motora.

1.4 Justificativa da investigação:

A Síndrome de Down foi descrita pela primeira vez a mais de um século. Desde essa época até os dias atuais os cientistas da área médica têm buscado respostas e proposto muitas teorias sobre sua causa. No começo do século XX alguns médicos pensavam que, já que, o período de má formação do bebê com Síndrome de Down tinha que ocorrer no início da gestação, a condição seria resultado de alguma influência do ambiente durante os primeiros dois meses de gravidez. Outros, mais corretamente, acreditavam que aspectos genéticos eram responsáveis muitas hipóteses foram levantadas como possíveis explicações. Todavia, faltava a maioria uma base científica sólida e hoje parecem absurdas, considerando-se o estado do conhecimento atual.

Sabe-se, hoje em dia, que se trata de um acidente genético, que ocorre no momento da fecundação por causas até hoje desconhecidas.

De cada 500 bebês nascituras, umas é portadora de Síndrome de Down. E apesar dessa alta incidência, grande parte da população ainda ignora que essas crianças podem se tornar produtivas e independentes.

Evidencia-se, desta forma, a importância de realizar uma pesquisa sobre essa problemática. Investigar a eficácia da participação e...

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