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A Arte e as Dificuldades de Educar uma Crianças Autistas

Trabalho enviado por: Dayana da Silva Gurgel

Data: 16/10/2009

A Arte e as Dificuldades de Educar uma Crianças Autistas

Universidade Iguaçu
2009

 

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

1.1.CONTEXTUALIZAÇÃO

O Autismo foi diagnosticado pela primeira vez há cerca de 60 anos pelo psiquiatra americano Leo Kanner. Que acreditava tratar-se de um distúrbio psicológico, reflexo das atitudes de maus pais, ou, mais especificamente de uma mãe fria e distante. Felizmente essa tese perdeu a credibilidade, porém ainda não se sabe ao certo qual ou quais as causas do Autismo.

Segundo SCHWARTZMAN (1994), o Autismo Infantil (AI) é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces e que se caracteriza, sempre pela presença de desvios nas relações interpessoais. Trata-se de uma condição crônica com início sempre na infância, em geral até o terceiro ano de vida, com maior incidência entre meninos. Autópcias realizadas em autistas revelaram que as células da região límbica, responsável por medidar o comportamento social, são menores e mais condensadas nos autistas, sugerindo uma interrupção precoce no desenvolvimento dessa parte do seu sistema nervoso. Também, são verificadas alterações cromossômicas em indivíduos autistas, a ocorrência de X frágil, que é uma condição genética herdada,prodizida pela presença de uma alteração mlecular, ou mesmo de uma quebra na cadeia do cromosomo X, condição esta associada problemas de conduta e aprendizagem, que tem sido estudada por vários pesquisadores com resultados bastante discrepantes.

Ainda hoje não existe um consenso sobre as causas do Autismo. Há hipóteses que sugerem uma origem genética oriunda de mutações, outras de viroses e intoxicações por produtos químicos. Por isso, o Autismo é considerado uma síndrome, um conjunto de sintomas que pode ter mais de uma origem, e não uma doença. Pode-se entender Autismo como um destúrbio do desenvolvimento, uma deficiência nos sistemas que processam a informação sensorial recebida. Fazendo a criança reagir a alguns estímulos de maneira excessiva, enquanto que a outros estímulos não.

A Associação Brasileira do Autismo, em 1997, calculou que no brasil existem aproximadamente 600 mil pessoas afetadas pela síndrome do autismo e, a prevalência é quatro vezes maior em meninos do que em meninas.

Para o tratamento, via de regra, um ambiente de educação especial é necessário, onde os profissionais devem ser treinados para lidar especificamente com essas crianças, portadoras de síndrome do autismo. A intervenção deve ser a mais intensiva e precoce possível, realizada por equipe multidisciplinar que inclua psiquiatra da infância e adolescência, psicólogo, neurologista, pediatra, professor, psicopedagogo, fonoaudiólogo e fisioterapeuta, dentre outros.

O professor, ou o educador que pretende trabalhar com alunos em condição de inclusão possui agora uma tarefa que lhe surge como um desafio. BAPTISTA e BOSA (2002) chamam o aluno que chega para a inclusão de novo aluno e o que já faz parte da sala de aula de aluno antigo. A complexidade do desafio suscita ao professor uma angústia que se faz ouvir imediatamente por meio de uma queixa tríplice: "Que posso fazer?", "Que devo fazer?" e "Que posso esperar?" Tem-se a impressão que o professor coloca-se no centro da situação esquecendo-se que deve se preparar muito para esta tarefa que lhe é imposta.

O aluno está em uma situação delicada, pois da rotina em que se encontrava viverá a transição para uma nova situação. Talvez não traga consigo uma queixa manifesta, mas é certo que terá de se adaptar a um novo contexto, com novas pessoas e novas circunstâncias.

É preciso, então, que seja muito bem-acompanhado nessa etapa de transição. O diagnostico transdisciplinar deve levar em conta o aluno em um contexto anterior, onde ele se encontrava antes de chegar à nova sala de aula. A partir disso, o aluno poderá ser ajudado no trabalho de inclusão. Nessa perspectiva, o centro é o aluno e não o professor.

A avaliação consiste de um exame da situação desse novo aluno, de suas peculiaridades, de suas necessidades e diferenças em relação aos alunos antigos. Para que essa avaliação produza, de fato, um conhecimento que auxilie no trabalho com o novo aluno é preciso que ela seja compartilhada com outros profissionais. Daí a importância do professor receber assistência adequada de uma equipe com profissionais de outras áreas que possam permitir uma articulação transdisciplinar. Cabe ao professor a reivindicar essa assistência e as instâncias que planejam a experiência da inclusão, a implementação.

O trabalho de inclusão impõe modificações no panorama institucional da escola e no interior das pessoas que aí trabalham. Assim, o trabalho deve começar com a mobilização de todos os profissionais, desde a direção, serviços de supervisão e coordenação e, também, de profissionais considerados periféricos como médicos, dentistas e psicólogos. Os professores e os funcionários da escola que lidarão com os alunos de inclusão mais diretamente devem participar dessa equipe de trabalho.

É extremamente importante que o professor/educador busque uma melhoria contínua das suas competências profissionais, dos seus conhecimentos científicos, de suas ideias sobre desenvolvimento e educação. Trabalhar os pré-conceitos é fundamental para o sucesso do trabalho que visa melhorar a qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais, especificamente dos autistas.

O professor deve ter um papel significativo para a criança, pois assim maiores serão as chances de desenvolver as suas habilidades, uma vez que os alunos passarão a sentir segurança e...

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