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Título: A Proteção Social

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A Biossegurança em Laboratório de Análises Clínicas

Trabalho enviado por: Aline Martins

Data: 29/08/2016

CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA

ESCOLA TÉCNICA DE CIDADE TIRADENTES
Curso Técnico em Segurança do Trabalho

BIOSSEGURANÇA
(Em um Laboratório de Análises Clínicas)

RESUMO

Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho e que busca a prevenção nos ambientes trabalhistas, tais como doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. Sendo assim, entendida como o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades trabalhistas. Prevenção é todo conjunto de medidas antecipadas para intervir em ações que possam causar algum dano.

Biossegurança abrange os fatores de riscos à pessoas e ao meio ambiente. A biossegurança é classificada em 5 riscos ambientais, sendo eles: Riscos Físicos, Riscos Químicos, Riscos Biológicos, Riscos Ergonômicos e Riscos Acidentais. Em nosso trabalho serão apresentados apenas os riscos Físicos, Químicos e Biológicos, com ênfase em Risco Biológico e Químico, em que o pode ser definido como a probabilidade de perigo, podendo afetar o homem ou o meio ambiente. Que diante a isso, profissional em segurança do trabalho tem um papel importante de informar riscos existentes nos ambientes de trabalho, sugerindo medidas de prevenção; o mesmo executa procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avalia os necessários resultados. Podendo orientar atividades desenvolvidas pelos colaboradores das empresas, levanta e estuda dados estatísticos de acidentes laborais e doenças profissionais, entendendo a gravidade dessas ocorrências.

Todas essas funções podem determinar ações preventivas, propor normas e regulamentos para a proteção coletiva e individual no ambiente de trabalho, como por exemplo, o uso dos EPI e EPC e podendo, então apresentar a Biossegurança Laboral e os acidentes Biológicos no setor Laboratorial e mostrar-lhes a importância da atuação do Técnico no Ambiente Laboratorial.

Palavras-chave: Biossegurança. Técnico de Segurança do Trabalho. Riscos. NR 32.

ABSTRACT

Job security can be understood as the set of measures that are adopted to minimize accidents at work and seeking prevention in work environments, such as occupational diseases, and protect the integrity and the employee's ability to work. So understood as a set of actions aimed at preventing, minimizing or eliminating risks inherent in labor activities.Prevention is all set for early action to intervene in actions that might cause some damage. Biosecurity covers the risk factors to people and the environment. Biosecurity is classified into five environmental risks, namely: Physical Hazards, Risks Chemical, Biological Hazards, Ergonomic Risk and Accidental Risks. In our work we will be presented only the risk Physical, Chemical and Biological, emphasizing Biohazard and Chemical, in what can be defined as the probability of danger, which may affect humans or the environment. That before the so professional on job security has an important role to inform risks in the workplace, suggesting preventive measures; it performs safety procedures and hygiene and evaluates the necessary results. Being able to guide activities undertaken by company employees, raises and studies statistics of occupational accidents and diseases, understanding the severity of these occurrences.

All these functions can determine preventive actions, propose rules and regulations for collective and individual protection in the workplace, such as the use of PPE and EPC and can then present the Labour Biosafety and the Biological Laboratory accidents in industry and show It teaches them the importance of the role of the Technician in Laboratory Environment.

Keywords: Biosafety. Occupational Safety Technical. Risk. NR 32.

SUMÁRIO

1. Introdução
2. Referencial Teórico
2.1 Contexto Histórico da Segurança e Saúde do Trabalho
3. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)
4. Serviço especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT)
5. NR-32 e Biossegurança em Serviços de Assistência à Saúde
5.1 Responsabilidades gerais estabelecidas pela legislação
6. Outras Normas Regulamentadores relacionadas à Biossegurança
7. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
8. Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO)
9. Riscos Ambientais
9.1 Risco Biológico
10. Risco Químico
10.1 Exemplos de riscos químicos
11. Risco Físico
11.1 Ruídos
11.2 Temperaturas Excessivas
11.3 Vibrações
11.4 Pressões anormais
11.5 Baixas pressões
11.6 Altas pressões
11.7 Radiação Ionizante
11.8 Radiação Não-Ionizante
11.9 Umidade
12. Ergonomia
13. Doenças Infecciosas e Parasitárias como Doença Ocupacional
14. Resíduos
15. Mapa de Risco
16. Perfurocortantes
17. Tipos de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e Equipamento de Proteção Coletivo (EPC) em um Laboratório de Análises Clínicas
17.1 Equipamento de Proteção Individual (EPI) em um Laboratório de Análises Clínicas
17.2 Equipamento de Proteção Coletivo (EPC) em um Laboratório de Análises Clínicas
19. Desenvolvimento Prático
19.1 Metodologia
19.2 Fotos do local
20. Conclusão
21. Referências

1. Introdução

Nos estabelecimentos de assistência à saúde, os profissionais enfrentam várias situações de risco em seu ambiente de trabalho. Muitos desses riscos são deixados de lado sem dar a devida importância e pouco se faz para que não se repitam. Muitas vezes esses profissionais do ambiente laboratorial trabalham sem a utilização de EPI. O The Quality of Health Care in America, confirma que a área da saúde é a oitava no ranking dos setores de maior índice de mortes e que são registradas cerca de noventa e oito mil mortes em hospitais a cada ano em todo o mundo.

Diante avaliação e pesquisa do laboratório clínico encontramos total ausência de orientação sobre o uso correto dos EPI’s e EPC’s, ausência de comunicação e conscientização dos funcionários presentes, bem como o descarte incorreto de perfurocortantes, armazenamento de EPIs, o tamanho inadequado das luvas de procedimentos, a ausência da legenda no mapa de risco e a situação precária do chuveiro de emergência do local.

Portanto, o não uso de EPI’s e EPC’s pode acarretar em sérios danos a vida do colaborador que não os utiliza, e ao cliente/paciente que está participando daquela atividade, o descarte incorreto dos perfurocortantes pode gerar doenças, tornando esse problema um risco biológico; o armazenamento inadequado dos EPIs, pode acarretar em contaminação dos mesmos; o tamanho inadequado das luvas, segundo os colaboraodres, torna a sua função descartada; a ausência de legenda no mapa de risco não enfatiza a noção dos riscos presentes aos colaboradores do local, e o chuveiro de emergência em situações precárias, acarreta na desativação do mesmo.

Como proposta de estudo o intuito é apresentar as problemáticas que um profissional que exerce sua função em um Laboratório de Analises Clínicas, tem de a estar atento, aos riscos que o cerca na atividade que desenvolve e mostrar a importância do cumprimento da NR 32 em que visa a Segurança e Saúde dos Trabalhadores em Serviços de Saúde.

Desta forma, o objetivo geral é identificar melhorias mais adequadas no ambiente de trabalho e no auxilio dos Riscos Biológicos e Químicos presentes no local, sendo assim, propondo medidas de segurança para a preservação da vida dos profissionais. E os específicos são: observar o funcionamento, propor o mapa de risco no laboratório caso não tenha, conscientizar o uso adequado dos EPI’s e EPC’s, solicitar um novo mapa de risco ou modificar o mesmo colocando as legendas necessárias; e identificar as problemáticas ao setor responsável da distribuição dos EPI’s para o Setor de Manutenção.

2. Referencial Teórico

2.1 Contexto Histórico da Segurança e Saúde do Trabalho

O estudo de qualquer assunto relativo à segurança e saúde do trabalho, antes de tudo, envolve o conhecimento prévio de sua origem e evolução no tempo.

A prevenção de acidentes no trabalho é uma área de estudo extremamente complexa, e exige de todos que nela atuam um conhecimento e uma visão muito ampla dos problemas encontrados. (Bottazzini apud CUNHA, GOMES, SILVÉRIO,p. 1 ).

A origem do trabalho nos remete a tempos bem remotos, à época do homem primitivo que buscava no trabalho meramente extrativo, na caça e na pesca a sua simples subsistência. Posteriormente o homem da caverna aprende a dominar ferramentas mais rústicas, descobre o minério e demais metais, conhecendo também, as primeiras doenças do trabalho, provocadas pelos próprios materiais que utilizava.

Referencias, embora de forma muito restrita, passam também pelas civilizações egípcias, dos gregos e romanos. Essa escassez de mais informações decorre do fato de que na Antigüidade os trabalhos mais pesados, bem como aqueles envolventes de riscos, eram feitos pelos escravos conseguidos nas guerras ocorridas entre as nações. (COSTA)

Ainda para Costa,

Inúmeros escritos mostram quanto eram comuns as deformações físicas, as enfermidades e muitas outras sequelas, oriundas dosabusos praticados pelos empregadores no tocante aos seus trabalhadores.

No século IV antes de Cristo Hipocrates fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos e reconheceu a toxicidade do chumbo nas minerações.

500 anos depois, Plinius Secundus, conhecido como Plínio “O Velho”, descreveu diversas moléstias do pulmão entre mineiros e o envenenamento advindo do manuseio de compostos de enxofre e zinco. Descreveu também o uso de uma máscara para proteger os trabalhadores de poeira ou fumos de chumbo.

Em 1556, Georgius Agrícola descreveu em seu trabalho De Re Metálica os riscos associados à indústria de mineração, fundição e refino de metais, com medidas de controle, incluindo ventilação.

Na próxima década, em 1567, Paracelso elabora a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença, em especial as causadas pela intoxicação pelo mercúrio.

Há outras importantes citações relacionando métodos de trabalho e as substancias usadas com diversas enfermidades, mas foi somente em 1700 que Bernardo Ramazzini, um médico italiano considerado como o pai da Medicina do Trabalho, escreveu seu livro sobre doenças ocupacionais chamado “De Morbis Artificum Diatriba” (As Doenças dos Artesãos) da qual relacionava diretamente os riscos e doenças como sendo de relação direta com 52 ocupações, sendo que para algumas delas eram apresentadas formas de tratamento e até mesmo de prevenção.

Para Costa, a importância do trabalho de Ramazzini no tocante à medicina e saúde dos trabalhadores mudou a percepção das relações trabalho-doença, conforme explicita:

Seus estudos e observações clínicas levaram-no a estabelecer, como nunca anteriormente se tinha feito, a relação doença-trabalho de cem diferentes profissões. Foi o primeiro a estudar aprofundadamente as doenças profissionais, descrevendo os riscos específicos de cada uma delas. São valiosas as pesquisas que realizou no tocante aos danos à saúde do trabalhador causados pela falta de ventilação e desconforto térmico. Reconheceu a importância de pausas, exercícios e postura correta para prevenção de fadiga. Defendeu, também, a realização do ensino de Medicina do Trabalho no próprio ambiente do trabalhador. A ele se deve a exortação aos médicos, para acrescentarem à anamnese hipocrática a pergunta capaz de os orientar no diagnóstico dos males relacionados com o trabalho: qual é sua ocupação?

Apesar de todos os estudos e esforços empenhados, foi somente a partir do século XIX, com o advento da Revolução Industrial, que o interesse pela proteção dos trabalhadores começa a ganhar maior ênfase.

Para Alberton (1996), no início da Revolução Industrial, a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785, trouxeram profundas alterações tecnológicas em todo o mundo, permitindo assim a organização das primeiras fábricas e indústrias, o que significava, além de uma revolução econômica e social, também o inicio dos primeiros acidentes de trabalho e as doenças profissionais como conhecemos atualmente, que se alastravam e tomavam proporções alarmantes.

Costa, fala das lamentáveis e deploráveis condições de trabalho dessa época dizendo que, mesmo não obstante ocorresse o avanço da tecnologia, paralelamente piorava a assistência ao trabalhador em fins do século XVIII, chegando a situações verdadeiramente intoleráveis. O autor lembra que na negativa da prestação de determinados serviços perigosos resultava em açoites, encarceramento, casas correcionais e até marcas com ferro nos casos de reincidência.

Mesmo apresentando algumas melhoras com o surgimento dos trabalhadores especializados e mais treinados para manusear equipamentos complexos e que necessitavam cuidados especiais para garantir maior proteção e melhor qualidade, essa situação perdurou até a Primeira Guerra Mundial (ALBERTON, 1996).

Até o final do século XVIII não havia nenhum amparo legal para os trabalhadores, obtendo um pequeno avanço somente em 1802 quando Parlamento Britânico aprovou a primeira lei de proteção aos trabalhadores: A “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”, estabelecendo o limite de 12 horas de trabalho por dia, proibia o trabalho noturno, obrigava os empregadores a lavar as paredes da fábrica duas vezes por ano e tornava obrigatória a ventilação do ambiente.

Ainda na Inglaterra, em 1831, uma Comissão parlamentar de inquérito, chefiada por Michael Saddler, elaborou um cuidadoso relatório, que concluía da seguinte maneira: “Diante desta Comissão desfilou longa procissão de trabalhadores – homens e mulheres, meninos e meninas, abobalhados, doentes, deformados, degradados na sua qualidade humana, cada um deles era clara evidência de uma vida arruinada, um quadro vivo da crueldade humana do homem para o homem, uma impiedosa condenação daqueles legisladores que quando em suas mãos detinham poder imenso, abandonaram os fracos à capacidade dos fortes”.

Como o resultado desse relatório nasce em 1833 a Lei das Fabricas ou “Factory Act” que posse ser considerada a primeira lei realmente eficiente no âmbito da segurança e saúde do trabalhador, a qual proibia o noturno trabalho aos menores de 18 anos e restringia seus turnos a apenas 12 horas diárias e no máximo 69 semanais, propunhas escolas nas fábricas que deveriam ser freqüentadas por todos os trabalhadores menores de 13 anos, estipulando que a idade mínima para o trabalho era de 9 anos, onde ainda, um médico deveria atestar se o desenvolvimento da criança estava de acordo com sua idade cronológica. No ano de 1834, aparece pela primeira vez o conceito de medico de fabrica, o Dr. Robert Baker, que tinha por oficio inspecionar estabelecimentos fabris. Em 1842, na Escócia, a direção de uma fábrica têxtil contratou um médico que deveria submeter os menores trabalhadores a exames admissionais e periódicos.

Em 1867, a Lei das Fábricas foi ampliada para incluir mais moléstias e estipular a proteção de máquinas e a ventilação mecânica para o controle de poeiras, ao mesmo tempo em que proibia a ingestão de alimentos nos ambientes sob atmosferas nocivas da fábrica. Conforme a Revolução Industrial se espalhava pela Europa, outros países desenvolveram suas leis de proteção ao trabalhador e seus serviços médicos ocupacionais passaram gradativamente de voluntárias para obrigatórios.

A França criou sua primeira lei em 1862 com a regulamentação da “Higiene e a Segurança do Trabalho”, a Alemanha em 1865 com sua "Lei de Indenização Obrigatória dos Trabalhadores" responsabilizando os empregadores pelo pagamento dos acidentes e nos Estados Unidos apenas em 1903, cuja lei protegia exclusivamente os trabalhadores federais, sendo ampliada para os demais em 1921.

Em 1919, pelo Tratado...

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