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A Adaptação da Atividade Física e a Integração dos Jogos Recrativos no Processo de Inclusão de Alunos Portadores da Síndrome de Down

Trabalho enviado por: Luciana de Jesus

Data: 03/10/2005

A ADAPTAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E A INTEGRAÇÃO DOS JOGOS RECREATIVOS, NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE ALUNOS PORTADORES DE SÍNDROME DOWN


INTRODUÇÃO

O presente estudo pretende esclarecer a necessidade da prática de atividades físicas adaptadas para as pessoas com necessidades especiais ocasionadas pela Síndrome de Down, que poderão propiciar a melhoria da qualidade de vida.

A Educação Física adaptada inclusiva implica na criação de alternativas metodológicas que contenham em seus princípios, a operacionalização de meios para proporcionar a compactação das experiências tanto individuais quanto coletivas. Dará a oportunidade às pessoas com necessidades especiais mostrar as suas potencialidades, e a partir daí, estabelecer ações e, estratégias para que se integrem melhor e desenvolvam-se no meio em que vivem. Conseqüentemente, poderão melhorar sua auto-estima, tornando-se cidadãos mais sociáveis numa sociedade até então exclusiva, respeitando os seus limites e com isso proporcionando uma forma melhor de convivência.

Desta forma o problema fundamental desta pesquisa está em responder a seguinte pergunta: como adaptar a atividade física através dos jogos motores para as crianças com Síndrome de Down, que freqüentam as séries iniciais do ensino fundamental?

A pesquisa parte da hipótese de que:

"A atividade física auxilia no desenvolvimento de capacidades e habilidades acadêmicas, pois as experiências motoras estimulam o desenvolvimento das habilidades intelectuais. Trabalhada com intuito de estimular a inteligência por movimento, propicia-lhe condições de manipulação, experiência e descoberta pelo próprio corpo, torna a assimilação de conhecimento mais efetiva e capacita a criança com deficiência a obter melhor desempenho acadêmico desenvolvendo condições para sua inclusão escolar". (RESENDE, 1997, p. 35)

Por conta disso, o objetivo específico deste trabalho é Identificar o desenvolvimento integral dos aspectos motores das crianças com Síndrome de Down que estão integrados no sistema das séries iniciais do ensino fundamental; Identificar os benefícios da prática de Educação Física aplicada aos alunos com Síndrome de Down, em relação ao desenvolvimento interpessoal que freqüentam as séries iniciais do ensino fundamental.

Adota-se, então, como objetivo geral do presente trabalho identificar o benefício da prática da atividade física adaptada como meio de melhoria do desenvolvimento motor, para o aluno com Síndrome de Down, incrementando a sua inclusão e relacionamento interpessoal nas aulas de Educação Física.

Para tanto, quanto aos procedimentos técnicos utilizados, focou-se essencialmente de pesquisa bibliográfica, na qual seguiu-se de perto o pensamento de autores, cuja contribuição teórica julgou-se mais pertinente ao conjunto de questões que se pretendeu abordar.

Para atingir seus objetivos, o estudo caracterizou-se como sendo uma pesquisa de natureza exploratória, e teve a finalidade de desenvolver e esclarecer conceitos e idéias, com o propósito de formular e definir problemas precisos e desenvolver hipóteses pesquisáveis, bem como se constituir em uma primeira etapa para uma investigação futura.

Quem estiver familiarizado com a educação e sua história não terá surpresa a respeito. Mesmo assim, essa busca de informações a história do jogo e sobre as concepções da infância vigentes nas escolas, fornece um fundo sobre o qual podemos projetar algumas considerações que iremos fazer no decorrer do trabalho, sobre as interações entre jogo, a aprendizagem e o desenvolvimento da criança.

Assim, o trabalho é composto por quatro capítulos, que se distribuem em três eixos principais:

Primeiramente, no capítulo 2 procurou-se apresentar um histórico sobre a Síndrome de Down, suas causas e as dificuldades para a pessoa com Síndrome de Down; na seqüência o capítulo 3 aborda a questão da educação especial para crianças com Síndrome de Down, os enfoques, a inclusão e o que faz uma escola ser inclusiva; enfim, no capítulo 4, será apresentado o Lazer e a Educação Física, descrevendo sobre o processo educativo, jogos e o planejamento das aulas de Educação Física através de sugestões para aprender e se divertir.


2 BASE TEÓRICA

2.1 ETIOLOGIA

"A expressão educar o físico tem uma dimensão bem mais ampla do que simplesmente ensinar uma modalidade esportiva, melhora o tônus muscular, melhora a resistência aeróbica de uma pessoa. É também levá–la a dominar o corpo em toda a sua dimensão, seja executando os movimentos mais preciosos, seja os mais amplos evidenciando o controle neuromuscular."(NEGRINE, 1986,p. 72)

"Equilíbrio é a manutenção de uma determinada posição corporal. Há dois tipos distintos de equilíbrio, que são de importância primordial para todos os indivíduos na maior parte de suas atividades diárias: O "equilíbrio estático", que é a manutenção de uma determinada postura corporal estacionária; e "equilíbrio dinâmico", que é a manutenção de uma postura estável, enquanto se executa uma habilidade motora". (HARROW, 1983, p. 47)

Segundo FREIRE (1989, p. 41), o prazer proporcionado pelas atividades lúdicas gera motivação e estimula a criança a superar dificuldades que normalmente não superaria em outras circunstâncias, aumentando-lhe a auto-estima e a autonomia para se relacionar com o mundo. Criança que brinca, corre, joga, participa, faz, compreende, opina, sugere e apresenta características sadias de vigor físico é sempre solicitada a participar de atividades. A Educação Física deve trabalhar estes aspectos para proporcionar às crianças deficientes ou não – desenvolvimento integral que as faça capazes de participar de um sistema educativo a todas, com isso facilitando e auxiliando o processo de inclusão.

Surgiu então, a atividade física que tem demonstrado a sua eficiência como um dos métodos a serem utilizados no arsenal terapêutico desta recuperação. O avanço científico moderno, o progresso dos conhecimentos no terreno da fisiologia do exercício da psicologia, dos fatores biomecânicos, dos métodos de avaliação, veio despertar ainda mais, tais atividades.

"Embora existam fatores limitantes no nível da aprendizagem e desenvolvimento motor, é freqüente observar que as pessoas portadoras de deficiência mental (leve ou moderada) atingem bons níveis de desempenho motor em diversas habilidades motoras. É preciso estimulá-las a oferecer oportunidades para o seu adequado desenvolvimento". (ROSADAS, 1986, p. 87).

2.2 HISTÓRICO DA SÍNDROME DE DOWN

A Síndrome de Down (SD) é a mais comum das malformações que se observa na espécie humana, sendo a primeira aneuploidia reconhecida no homem.

Foi descrita em 1866 pelo cientista inglês John Langdon Down, que observou as características físicas comum em filhas de pais europeus, sendo esses traços semelhantes ao dos povos mongóis, denominando primariamente a doença como mongolismo, e posteriormente recebendo o nome do cientista.

Em 1932, estudo feito para Waardemburg sugeriu se tratar de uma alteração cromossômica, sendo que na época foi desacreditado, pois seus colegas não admitiam o fato de se tratar de um erro genético. Apenas em 1959, Jerome Lejeune confirmou alteração genética pela presença de um cromossomo extra, dando um total de 47 cromossomos, ao invés de 46 para célula, ou seja, 23 da mãe e 23 do pai.

Lejeune, dando continuidade a seus estudos, anos mais tarde, evidenciou esse acréscimo por par 21. Por essa razão, a SD também ficou conhecida como trissomia do par 21, uma vez que já parecia constituir a causa genética mais freqüente do atraso mental.

A busca constante dos pais e profissionais da área da saúde em informar ao máximo leigo nesse assunto, evidenciou a potencialidade da pessoa com SD.

Segundo SCHWARTZ (2000, p. 27), a SD é uma cromossomopatia, ou seja, uma doença que pode ter seu quadro clínico explicado por um desequilibro na constituição cromossômica (a presença do cromossomo extra no par 21) caracterizando, assim uma trissomia do 21, que pode ocorrer em qualquer casal e em qualquer idade.

O termo trissomia refere-se sempre à presença de um cromossomo a mais no cariótipo da pessoa. Assim, temos o portador da trissomia do par 21, do sexo masculino, com genótipo de 47, XY+21, e a portadora do sexo feminino 47, XX+21.

Um erro biológico do qual resulta a trissomia também é chamada de não disfunção e ocorre com maior freqüência na meiose materna. Portanto, baseia-se nessa afirmação o risco das crianças nascidas com SD proveniente de mães com idade avançada. Embora a mulher idosa tenha um risco maior de ter um filho com SD, a mulher mais nova tem mais filhos e como 1:800/1.000 nascidos vivos terão a trissomia, obviamente a maior parte das crianças com SD provém de mães mais jovens.

Estudos recentes SCHWARTZ (2000, p. 35), mostram que cerca de 85% dos bebês com trissomia do 21 sobrevivem até completar seu 1º aniversário e mais de 50% sobrevivem com idade superior a 50 anos. Na SD as cardiopatias congênitas representam a causa mais comum de mortalidade na infância. Outras causas de morte importantes na SD são as malformações congênitas, as infecções respiratórias (associadas ou não à insuficiência cardíaca) e as leucemias (mais comum na trissomia do 21).

A sobrevivência na SD depende de vários fatores, entre eles a presença ou não de malformações importantes, embora atualmente tem-se a longevidade nesta anomalia cada vez maior devido ao avanço da medicina no que refere ao diagnóstico e tratamento, bem como a aceitação dos pais quanto ao aconselhamento genético e os métodos de estimulação precoce, que visam melhorar a qualidade de vida desta população.

2.3 ASPECTOS CITOGÊNICOS DA SÍNDROME DE DOWN

Embora se tenha certeza de que a Síndrome de Down seja uma alteração genética, alguns fatores podem contribuir para a ocorrência deste fato. Entre eles evidenciam-se os fatores ambientais ou exógenos e os fatores endógenos.

Neste último, o mais importante é a idade materna, possivelmente pelo fato de que a mulher já nasce com o óvulo, portanto, este envelhece junto com ela, conseqüentemente quanto mais velho o ovócito maior a chance de os cromossomos não se segregarem corretamente. Ao contrário do que acontece na mulher, as células reprodutoras masculinas, os espermatozóides, se renovam a cada 72 horas, portanto, não deveriam envelhecer. Estudos recentes descrevem que homens entre 35 e 38 anos têm alguma participação nesse caso, ou seja, também apresentando erro na divisão meiótica.

Entre os fatores exógenos que contribuem para esta alteração cita-se a radiação, fator que foi motivo de estudo em 1995 por BOUND e colaboradores, em uma área específica da Inglaterra onde mães tinham mais contato com radiações atômicas, dando um resultado positivo para a pesquisa, obtendo desde então, uma causa etiológica da SD. A relação da trissomia com o uso de pílulas anticoncepcionais também foi motivo de estudos, os quais nada comprovaram quanto essa correlação.

Recentemente concluiu-se que a trissomia do 21 livre é muito freqüente e decorre de erros, que propiciam a formação de gametas com dois cromossomos 21 e normalmente é comum em mulheres de idade avançada:

"Estudos recentes, com polimorfismos de DNA (seqüência de DNA, produzidas, por enzimas de restrição e que passam de uma geração a outra) do cromossomo, estabelecem que aproximadamente 95 % dos casos resultam de não-disjunção na meiose materna. Destes 76 % a 80 % são erros no processo de meiose. Assim a não-disjunção na meiose materna é responsável por 67 % a 73 % de todos os casos de trissomia do 21 livre". (ANTONORAKIS; SHERMAN, apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 38).

Como já foi citado, na alteração por disjunção, o erro genético ocorre devido a não divisão cromossômica, quando os dois componentes do par cromossômico devem se separar originando células filhas. Neste caso, a divisão incorreta gera uma célula com excesso de cromossomos e outra com falta. A célula que fica com dois cromossomos homólogos, que não sofrerão disjunção, se fecundada formará em um zigoto trissômico, por possuir três cromossomos equivalentes ao invés de apenas um par. E como já foi citado é muito comum em mulheres de idade avançada, devido o envelhecimento do óvulo.

Para explicar esta relação, entre o envelhecimento do óvulo e o fenômeno de disjunção, muitas teorias foram propostas. Segundo alguns autores sugerem que a aneuplóide, já esta presente nos ovócitos por ocasião do nascimento das mulheres e se deve a não-disjunção micótica, durante a embriogenese ovariana. (ZHENG; BYERS apud SCHWARTZMAN, 1999, p.40). As translocações, que compreende o processo de mutação genética, se dão pela ligação de um fragmento de um cromossoma a seu cromossoma homólogo. Estas ocorrem em menor freqüência, sendo mais comuns entre cromossomos acrocêntricos, por fusão cítrica, as chamadas translocações robertsonianas. Segundo SCHWARTZMAN, (1999, p. 41), estas são responsáveis por 1,5 % a 3 % dos casos de Síndrome de Down.

2.3.1 Cariótipo

Quando se quer fazer um estudo dos cromossomos faz-se o cariótipo. Ele é feito através de células sanguíneas ou de tecidos fetais quando se faz o diagnóstico pré-natal. Estas células são tratadas e quando ocorrem as fases da divisão celulares uma substância fará a sua interrupção. Os cromossomos serão então, fotografados no microscópio e recortados aos pares e ordenados em tamanho do maior para o menor, seus pares serão numerados de 1 a 22 e os cromossomos sexuais receberão letras: XX para mulheres e XY para os homens. Além de receberem números ou letras, os cromossomos serão separados em 7 grupos: a, b, c, d, e, f, g; seguindo suas características. A este arranjo cromossômico é que chama cariótipo.

A trissomia do cromossomo 21 na Síndrome de Down, pertence ao grupo G e o seu cariótipo fica sendo 47, XX, TG nas mulheres e 47, XY, TG nos homens, isto é, para uma trissomia total.

2.4 DEFICIÊNCIA MENTAL E SÍNDROME DE DOWN

Segundo descreve Ferreira, na obra Miniaurélio, o termo deficiência significa falta, carência ou insuficiência. Assim podemos entender por deficiência mental a insuficiência funcional das funções neurológicas. O cérebro criança Down não atingir seu pleno desenvolvimento e assim todas suas funções estão alteradas:

"O conceito de deficiência mental apóia-se, basicamente, em três idéias que tem sido utilizada para definir este termo. É essencial examiná-las do ponto de vista interativo. A primeira diz respeito ao binômio de desenvolvimento-aprendizagem (...) A segunda idéia se refere aos fatores biológicos (...) A última tem a ver com o ambiente físico e social (...)". (SCHWARTZMAN, 1999, p. 243)

Os três conceitos a que o autor citado acima se refere podem ser explicados como bases das atividades mentais. Na verdade o cérebro de uma criança recém-nascida possui capacidades de aprendizagem. No entanto, estas serão desenvolvidas através da internalização de estímulos que se dá através da aprendizagem e está intimamente associada aos fatores biológicos, como integridade orgânica e ainda sofre influências diretas dos fatores ambientais e sociais.

Esta afirmação feita por SCHWARTZMAN (1999, p. 42), é muito aceita e podemos observar inúmeros trabalhos de outros autores coerentes a esta abordagem. Um exemplo é Piaget, que afirma, que os indivíduos nascem apenas com potencialidades (capacidade inata) a capacidade de aprender. Assim, todo conhecimento e todo o desenvolvimento da criança depende de exposição ao meio e dos estímulos advindos deste. Para Jean Piaget, a base do conhecimento é a transferência e assimilação de "estruturas". Assim, um conhecimento, um estímulo do meio é encarado como uma estrutura que será "assimilada" pelo indivíduo através de sua capacidade de aprender.

A aprendizagem é realizada com sucesso se capacidades de assimilação, reorganização e acomodação, estiverem íntegras, assim vão se dando as aquisições ao longo do tempo. Estes três processos acontecem para que um indivíduo esteja sempre adquirindo novas informações, assim, quando se depara com um dado novo, para a internalização do mesmo, o indivíduo deve reorganizar as aquisições já adquiridas, para acomodar os novos conhecimentos sendo por este processo que linguagem e cognição se desenvolvem.

Considerando a grande influência do ambiente e a competência da criança para as atividades cognitivas, para estimularmos uma criança, temos que torná-la mais competente para resolver as exigências que a vida quer em seu contexto cultural. O portador de síndrome Down possui certa dificuldade de aprendizagem que na grande maioria dos casos são dificuldades generalizadas, que afetam todas as capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. Estas podem se manifestar em maior ou menor graus.

2.4.1 Classificação Da Deficiência Mental

2.4.1.1 Deficiência Mental Leve

É o grupo mais amplo, com cerca de 2 a 3% das crianças em idade escolar; sua adaptação social é muito influenciada por fatores econômico, histórico e social, também dependendo dos processos de treinamento e de adequação. Seu padrão de pensamento permanece, a princípio, no nível das operações concretas dentro do modelo Piagentino. O que nos permite imaginar sua conduta como basicamente dependente das análises realizadas sobre experiências e fatos concretos, incapaz, portanto, de projetar...

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